RECONHEIMENTO FACIAL

Foragido da Justiça por homicídio é preso após ser flagrado por câmera do Vigia Mais MT

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Um homem de 61 anos foi preso nesta terça-feira (19.11) em um condomínio de Cuiabá, após ser flagrado por uma câmera com tecnologia de reconhecimento facial do programa Vigia Mais MT. O suspeito era procurado pelo crime de homicídio qualificado, pelo qual foi condenado a 17 anos de prisão.

A câmera instalada em frente ao condomínio, e voltada à via pública, identificou o foragido quando ele entrou no local como prestador de serviço. Ele é ex-sargento da Polícia Militar e foi expulso da corporação após o crime de homicídio.

A Polícia Interestadual (Polinter) foi acionada após o sistema do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) reconhecer o suspeito com mandado em aberto e efetuou a prisão.

Esta foi a segunda prisão realizada por meio da tecnologia de reconhecimento facial do Vigia Mais MT em menos de uma semana. No último sábado (16.11), um homem que estava com ordem de prisão por dívida de pensão alimentícia foi identificado em um festival de música, em Chapada dos Guimarães (a 70 km de Cuiabá).

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De março a novembro deste ano já foram efetuadas prisões de 25 foragidos da Justiça por meio da tecnologia de reconhecimento facial.

O superintendente do Ciosp e coordenador do programa Vigia Mais MT, delegado Cláudio Alvarez Sant’Ana, destaca a eficiência da identificação facial como uma ferramenta de auxílio às forças de segurança.

“Os testes de reconhecimento facial foram iniciados em março e, de lá até este mês de novembro, o sistema já apresentou resultados positivos com a prisão dessas pessoas, garantindo maior eficiência no trabalho das forças de segurança e, consequentemente, mais segurança para a população mato-grossense”, afirma.

A tecnologia foi implantada em uma parceria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) com a Coordenadoria de Tecnologia da Polícia Civil, e a empresa FacePass.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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