tiro na cabeça

Homem que tentou matar mulher com golpes de foice é encontrado morto

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Um homem de 35 anos, identificado como Sebastião Ramos Santos Ribeiro, foi encontrado morto nessa segunda-feira (6), dentro de casa, com um disparo de arma de fogo na cabeça, na cidade de Ponte Branca (a 491 km de Cuiabá). Cinco pessoas são suspeitas do crime, entre elas, 3 menores.

Uma equipe da Polícia Militar foi acionada por volta das 7h, assim que a vítima foi encontrada caída dentro de casa, com marcas de sangue e ferimento na cabeça. Equipe do hospital da cidade foi até o local e confirmou a morte.

A cena foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e Perícia Oficial. Foi identificado um disparo de tiro no lado esquerdo da cabeça da vítima, que se envolveu em uma tentativa de homicídio contra uma mulher horas antes.

Conforme a PM, na tarde de domingo (5), vítima foi até a casa de uma mulher e a agrediu com um golpe de foice, causando um corte de 19 cm na cabeça dela. A mulher recebeu atendimento médico e depois liberada.

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A suspeita de 33 anos teria se juntado com mais 4 homens, sendo 3 menores e foi até a casa de Sebastião, onde ele foi alvo de um “salve”. Após as agressões, ele foi morto com um tiro.

Testemunhas contaram que, por volta das 2h da madrugada de segunda, ouviram os cachorros latindo e, sem seguida, flagraram um Gol branco deixando o local. Em buscas, os suspeitos foram encontrados e levados para a delegacia.

O caso ainda está sendo investigado.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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