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Incêndio de grandes proporções atinge fábrica de plástico no Distrito Industrial

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, desde a noite de quinta-feira (24.10), um incêndio de grandes proporções em uma indústria fabricante de plásticos, localizada no Distrito Industrial de Cuiabá. A atuação dos bombeiros militares tem sido fundamental para evitar a propagação das chamas para as edificações vizinhas.

As equipes do 1º Batalhão Bombeiro Militar (1º BBM) foram acionadas pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) por volta das 22h20, após solicitação de funcionários da empresa e de indústrias nas proximidades.

Informações iniciais indicavam que o fogo atingiu uma carga do material fabricado, composto por polietileno de alta densidade, que é um plástico rígido, resistente e altamente inflamável, o que contribuiu para a rápida expansão das chamas.

Imediatamente, um total de 28 bombeiros militares e seis viaturas foi mobilizado para atendimento à ocorrência, sendo quatro Auto Bomba Tanque Salvamento, um Auto Rápido e um Auto Tanque, com capacidade de 30 mil litros de água, para apoio na operação.

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Os bombeiros militares continuam no local, atuando no combate ao incêndio até sua completa extinção. Devido à natureza do material envolvido no incêndio, as equipes somente deixarão o local até que seja possível realizar o rescaldo para evitar uma possível reignição do fogo e garantir a segurança, dadas as condições da edificação.

Até o momento não há informações sobre as causas do incêndio.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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