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Jornal Nacional mostra Cuiabá com a maior temperatura da história!

Meteorologia não deu notícias animadoras para os próximos dias. Cuiabanos vão sofrer muito com altas temperaturas

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O Jornal Nacional mostrou que Cuiabá marcou, nesta segunda-feira (16 de setembro de 2019), oficialmente, a temperatura mais alta da história, dentre os registros existentes no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A capital de Mato Grosso chegou a bater exatos 42,3º e esta teria sido a maior temperatura dos últimos 108 anos, conforme apontou média histórica do Inmet divulgada pelo JN. Mas para muitos cuiabanos a sensação térmica foi muito maior do que a do registro oficial. Na internet, existem muitas fotos de termômetros 
 
Para terça-feira (17), a notícia não é nada animadora. A meteorologista prevê mais uma vez a temperatura na escalda dos 42º, e sem previsão de chuva. O clima seco típico desta época do ano tem sido agravado pelo excesso de queimadas, que colocou Mato Grosso em estado de emergência, e fez o Estado figurar até no noticiário internacional. Nas escolas, as atividades de educação ao ar livre foram suspensas e os casos de problemas respiratórios têm superlotado os postos de saúde da capital. 

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Para muitos cuiabanos a sensação térmica foi muito maior do que a do registro oficial. Na internet, existem muitas fotos de termômetros do centro da capital marcando 46º, 47 e até mais de 48º…. Por agora, o que se pode prever é que as altas temperaturas devem continuar muito altas….
A jornalista Eliana Marques detalhou, ainda, que a estação da Primavera comerá exatamente no dia 23 de setembro, às 4h50 (horário de Brasília). Trata-se da chamada Primavera Astronômica, que marca o horário específico do início do Equinócio. Segundo a explicação da jornalista, o Equinócio é o instante em que a Terra se posiciona em relação ao Sol de forma que dia e noite tenham a mesma duração nos dois hemisférios. 

Que o sol e as queimadas deixem em breve de castigar a nossa capital e o estado como um todo… 

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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