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“Máfia dos Transportes” faz ameaça a presidente da AGER

Presidente pediu proteção policial ao governador Mauro Mendes

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O servidor público Fábio Calmon, presidente da Agência Estadual de Regulação de Serviços Delegados (AGER-MT), disse sofrer ameaça da chamada “Máfia dos Transportes” e solicitou ao governador Mauro Mendes (DEM) proteção policial. Na primeira tentativa, o pedido foi negado pela Casa Militar. A segunda tentativa de proteção ocorreu após acontecerem outras ameaças. As informações foram divulgas em reportagem do site MidiaNews.  

Desde quando assumiu a presidência da Ager-MT, ainda na gestão do governador Pedro Taques (PSDB), Fábio Calmon tem tomado medidas que tem desagradado aos empresários e donos de empresas do transporte intermunicipal. Nos bastidores, conforme apurou a coluna Pinga-Fogo do site Folha360, Calmon defende a melhoria dos serviços prestados à população, com ônibus de mais qualidade e passagens mais baratas e justas.  

Para isso, uma saída é a realização de licitação mais transparente para escolha de novas empresas. A ideia seria ampliar a participação no certame de empresas de fora do Estado, com mais capacidade técnica, colocando fim aos contratos antigos que ainda existem em Mato Grosso.  Um grande processo licitatório está em curso no Estado, após pressão do Ministério Público Estadual (MPE) que tem monitorado as movimentações da intitulada “Máfia dos Transportes”. 

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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