EQUIPADOS COM RADAR

Cuiabá terá semáforos com radar obrigatoriamente equipados com temporizador, aprova Câmara

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A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou nesta terça-feira (7), em segunda votação, o projeto de lei que torna obrigatório o uso de temporizadores em semáforos equipados com radar, utilizados para detectar avanço de sinal. A proposta segue agora para análise do Executivo, que poderá sancionar ou vetar o texto.

O projeto é de autoria do vereador Dilemário Alencar (União), líder do prefeito Abilio Brunini (PL) na Casa, e foi aprovado por 20 votos favoráveis. Segundo o parlamentar, a medida tem como objetivo reduzir acidentes provocados por freadas bruscas de motoristas que tentam evitar multas.

Funcionamento e benefícios

O texto estabelece que todos os semáforos com radar deverão contar com um contador regressivo indicando o tempo restante para a mudança de sinal luminoso. O vereador citou pesquisa da USP, conduzida pelo professor Antônio Clovis Pinto Ferraz, que aponta quedas significativas nos acidentes em cidades que adotaram temporizadores: São Carlos (35%) e Piracicaba (34%).

“O temporizador permite que o motorista tenha mais previsibilidade e evite acidentes causados por paradas repentinas”, afirmou Dilemário Alencar.

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Custos e financiamento

De acordo com o parlamentar, os custos de implantação dos temporizadores podem ser cobertos com recursos provenientes das multas de trânsito, conforme prevê o artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que determina que a arrecadação seja aplicada em ações de sinalização, fiscalização e educação no trânsito.

Prazos e regras

O projeto estabelece um prazo de 90 dias para que os ajustes sejam realizados após a publicação da lei. Após esse período, não poderão ser aplicadas multas por avanço de sinal em locais onde os radares funcionem sem temporizador visível, garantindo que os motoristas tenham segurança e previsibilidade antes da penalização.

O vereador reforçou que a medida não busca conceder impunidade, mas sim garantir mais segurança a condutores e pedestres.

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Pinga Fogo

Projeto apoiado por deputado atende mais de 2,6 mil crianças em Cuiabá e oito municípios de MT

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O projeto “Livro na Mão, Bola no Pé”, viabilizado por emendas parlamentares do deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), já beneficia mais de 2,6 mil crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa, consolidada como uma das maiores do tipo financiadas por emenda parlamentar em Mato Grosso, atende jovens de quatro bairros periféricos de Cuiabá — Jardim Vitória, Dom Aquino, Osmar Cabral e Residencial Coxipó — além de oito municípios do interior: Guarantã do Norte, Matupá, Peixoto de Azevedo, Vera, Terra Nova do Norte, Nova Santa Helena, Colíder e Água Boa.

O diferencial do programa é a exigência de desempenho escolar como condição para a permanência dos alunos. Segundo Diego Guimarães, que esteve no miniestádio do bairro Jardim Vitória nesta terça-feira (12) para uma confraternização com as famílias atendidas, a regra é clara: “Não basta jogar bola bem, o aluno tem que tirar boas notas e passar de ano para continuar sendo atendido”. O deputado destacou que os pais apoiam a metodologia e já relatam mudanças significativas no comportamento e na motivação dos filhos para os estudos.

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O projeto utiliza miniestádios esportivos e campos comunitários como polos de cidadania, integrando prática esportiva, incentivo à leitura e acompanhamento educacional. Durante o evento, Diego Guimarães garantiu a continuidade da iniciativa e anunciou a expansão do atendimento para 2027, com novos investimentos por meio de emendas parlamentares. O planejamento prevê a chegada do programa a novos bairros periféricos da capital e a ampliação das atividades nos municípios do interior já contemplados.

O “Livro na Mão, Bola no Pé” é financiado pelo Termo de Fomento nº 0567/2025, por meio da Emenda Parlamentar nº 061 do deputado Diego Guimarães, com apoio do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL). A iniciativa é vista como uma evolução do antigo programa “Bom de Bola, Bom de Escola”, que era restrito à capital e foi descontinuado em gestões anteriores. Agora transformado em uma rede estadual de proteção social, o projeto reforça o compromisso do mandato com a transformação social através da educação e do esporte.

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