Pinga Fogo

Mauro acumula 25% da sua gestão sob greve na educação

Insatisfeitos com rejeição, professores mantêm greve por tempo indeterminado

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A greve dos professores da educação completa 50 dias nesta segunda-feira (15). Isso equivale a 25.5% dos 196 dias da atual gestão do governador Mauro Mendes (DEM). Apesar de o resultado chamar atenção, a greve continua longe do fim.

Recentemente, o governador rejeitou a proposta de conciliação enviada pelos deputados, que foram pressionados pelos líderes do movimento. Como resposta, os professores decidiram, em assembléia geral, manter a greve por tempo indeterminado, enfrentando, até mesmo, o rígido corte de salário que vem sendo feito pelo Estado. 

De um lado, o Estado alega falta de recursos, pois vive o impacto da crise econômica. Do outro lado, os professores não abrem mão, principalmente, do cumprimento da lei 510/2013 que prevê a recomposição salarial de 7,69% mais a inflação de 3,43% referente a 2018. 

Enquanto o impasse continua, estima-se que 400 mil alunos estão sendo prejudicando sem aulas. Em tempo, é hora da boa política focar na educação e resolver esta questão.

Questiona-se o governo e o sindicato: qual o custo da greve para a educação das crianças e adolescentes? 

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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