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Mauro ironiza Taques: “arrancou o asfalto, fez barulho e até atoleiro deu”

Obra em Denise parou por falta de recursos. Agora recebeu aporte do novo Fethab

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Em viagem percorrendo as obras retomadas nas rodovias da região Médio-Norte, acompanhado de prefeitos e deputados, o governador Mauro Mendes (DEM) ironizou o trabalho executado pelo ex-governador Pedro Taques (PSDB) na rodovia na entrada do município de Denise (240 km de Cuiabá).

Por falta de recursos, a obra foi paralisada antes da hora e virou alvo de críticas dos moradores. A situação foi o gatilho para a crítica do governador, em vídeo na sua página do Instagram que termina 'assinando' com o slogam “consertando Mato Grosso”.
 
“Estamos neste momento na chegada da cidade de Denise. Estamos recuperando todo o asfalto. Aqui tem uma história bacana – bacana não. Uma história triste na verdade. No ano passado, o governo anterior veio aqui, arrancou todo asfalto, fez um barulho danado, disse que iria asfaltar. Até atoleiro deu nesta rodovia por ter arrancado a capa asfáltica. Parou a obra e causou grandes transtornos para população da cidade de Denise", afirmou Mauro Mendes. 

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A coluna Pinga-Fogo apurou que a antiga construtora, que arrancou o asfalto da rodovia de Denise e não concluiu a obra, teve o contrato rompido neste ano. A construtora pertence ao irmão do deputado federal Sérgio Naya – o dono da construtora responsável pela obra do edifício Palace II, que caiu há 20 anos no Rio de Janeiro e foi notícia em todo o Brasil. Oito pessoas morreram na época com a queda do prédio na Barra da Tijuca.

"Graças a Deus e ao trabalho da nossa secretaria, ao apoio da Assembleia Legislativa, dos deputados que estão aqui conosco, quero agradecer a população de Denise que teve um pouco de paciência no começo do ano, mas nós já estamos aqui fazendo o trabalho de recuperação da rodovia. E se Deus quiser, vamos terminar e deixar uma bela estrada para atender esta região. Vamos continuar trabalhando e consertando Mato Grosso”.

Ironias à parte, o Governo Mauro Mendes fez um grande aporte de recursos na região Médio-Norte, e os resultados começam a aparecer. Foram investidos mais de R$ 80 milhões em obras em seis rodovias que atendem mais de 200 mil pessoas dos municípios de Barra do Bugres, Denise, Arenápolis, Diamantino e Tangará da Serra, além de toda da região Médio-Norte.

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Os investimentos são oriundos de recursos federais e do novo fethab, que tem aumentado a arrecadação, diga-se de passagem, desde a grande reforma inicida em 2016 na gestão do então governador Pedro Taques. A mais recente reforma do fundo criado por Dante de Oliveira (falecido) ocorreu neste ano, após uma intensa articulação bem-sucedida da equipe econômica do Governo Mauro Mendes. Mesmo sob protestos, o setor produtivo foi vencido e aceitou contribuir em dobro ao Fethab para evitar uma taxação mais do agronegócio pesada por parte do Estado. 

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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