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Perto de fazer 100 anos, mãe de Dante de Oliveira vence Covid pela 2ª vez

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A mãe do ex-governador Dante de Oliveira, Maria Benedita Martins de Oliveira, de 99 anos, venceu a Covid-19 pela segunda vez, a 20 dias de completar 100 anos de idade.

Maria foi infectada pela Covid-19 pela primeira vez em agosto de 2020. Na época, ela foi acompanhada durante 20 dias por um médico na casa dela. Desta vez, também ficou em de quarentena em casa e foi liberada do isolamento total no último sábado (10).

De acordo com o neto dela, o ex-vereador Leonardo de Oliveira, Maria já recebeu as duas doses da vacina contra a Covid-19. Ela foi infectada pela doença 15 dias após receber a segunda dose do imunizante.

"Por causa disso, os sintomas foram mais leves da segunda vez e a recuperação mais rápida. Foi bem mais tranquilo. Ela só reclamou mesmo da solidão, por ter que ficar isolada de novo", conta.
Maria de Oliveira completará 100 anos de idade no próximo dia 1º de maio. Nas redes sociais, a bisneta Maria Carolina Martins comemorou.

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"Passando atrasada para homenagear minha bisavó que faltando 20 dias para completar 100 anos, venceu o Covid pela segunda vez. Que venha o dia 01/05!!! Perfeita”, escreveu.

A matriarca teve sete filhos. Além do ex-governador, outros dois já morreram. Os quatro filhos de Maria também foram vacinados.

Ex-governador Dante de Oliveira

Maria de Oliveira é mãe do ex-governador Dante de Oliveira, que governou Mato Grosso entre 1995 e 2002.

O político ficou conhecido pela autoria da emenda constitucional que restabelecia as eleições diretas para presidente da república, no movimento que resultou na campanha das 'Diretas Já'.

Ele também foi prefeito de Cuiabá três vezes, deputado federal por Mato Grosso, deputado estadual e ministro da Reforma e do Desenvolvimento Agrário.

Dante morreu em 2006, aos 54 anos, após passar mal em casa e ser internado com pneumonia.

Casos de Covid-19
Mato Grosso registrou 104 mortes e 1.984 novas confirmações de casos de Covid-19 nas últimas 24 horas.

Até essa segunda-feira (12), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) notificou 331.548 casos confirmados e 8.679 óbitos em decorrência da doença.

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Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 517 internações em UTIs públicas e 487 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 97,73% para UTIs adulto e em 61% para enfermarias adulto.

 

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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