HABITAÇÃO

Prefeito e secretário assinam termos para construção de 500 casas em Cuiabá

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O prefeito Abilio Brunini e o secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Willian Campos, assinaram, na sexta-feira (7), termos aditivos contratuais que garantem o início das obras de 500 unidades habitacionais no município, dentro do Programa Minha Casa Minha Vida. Com a ação, Cuiabá dá mais um passo importante rumo a ampliação do acesso à moradia digna para a população.

O empreendimento faz parte do Residencial Comodoro e conta com investimentos provenientes do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), administrado pela Caixa Econômica Federal, além de contrapartidas do município. A assinatura formaliza ajustes técnicos e financeiros necessários para o andamento das obras, garantindo maior segurança jurídica e eficiência na execução.

Moradia digna

Durante a solenidade, o prefeito Abilio Brunini destacou a importância desse investimento para reduzir o déficit habitacional em Cuiabá e oferecer moradia a centenas de famílias.

“Nosso compromisso é proporcionar qualidade de vida e dignidade para os cuiabanos. Hoje, damos um passo concreto para transformar o sonho da casa própria em realidade para 500 famílias. Esse projeto foi pensado para oferecer moradias com infraestrutura adequada e, mais do que isso, para fortalecer o vínculo das comunidades, com espaços que garantam qualidade de vida”, afirmou o prefeito.

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O secretário de Habitação, Willian Campos, enfatizou o trabalho técnico e estratégico da pasta para viabilizar as obras. “Temos nos empenhado em garantir que os projetos avancem com segurança e dentro dos prazos. Essa assinatura simboliza a concretização de um grande esforço de gestão e articulação para assegurar moradia a quem mais precisa. A habitação é um direito fundamental, e estamos focados em ampliar as oportunidades para nossa população”, ressaltou.

O projeto

O Residencial Comodoro contará com infraestrutura completa, incluindo rede de água e esgoto, pavimentação, drenagem e iluminação pública. Além disso, como parte do planejamento social do empreendimento, será construída uma biblioteca comunitária, garantindo espaços de convivência e aprendizado para os futuros moradores.

Os contratos assinados formalizam também o compromisso da construtora responsável em seguir todas as normas técnicas e de segurança, além de garantir que as moradias estejam adaptadas para atender pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Este é um marco significativo para a gestão municipal, que segue trabalhando para reduzir o déficit habitacional e garantir mais qualidade de vida à população.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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