COMPRA EMERGENCIAL

Prefeitura recebe medicamentos e inicia reabastecimento de unidades

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou na noite desta quarta-feira (18) a recepção dos primeiros lotes de medicamentos adquiridos por meio da compra emergencial no valor de R$ 1,5 milhão, realizada pela Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP). Os medicamentos estão sendo recebidos no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC) e serão destinados ao reabastecimento das unidades de Saúde da capital.

A segunda remessa foi recebida já nesta sexta-feira (20). Com isso, as unidades da rede municipal já começam a ser reabastecidas ainda hoje, garantindo maior tranquilidade aos usuários.

O diretor de Assistência Farmacêutica e Insumos Hospitalares, Cleyton Eduardo Silva, ressaltou a importância dessa reposição para a reestruturação do abastecimento. “Esse momento representa um avanço significativo para a saúde pública da nossa cidade. Estamos com uma operação intensa para que as unidades voltem a contar com todos os medicamentos necessários o quanto antes”, afirmou.

Além desta compra emergencial, a Secretaria Municipal de Saúde já está executando outra aquisição no valor estimado de R$ 1,7 milhão para manter o fluxo regular de abastecimento.

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A diretora da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Thania Zanette, reforçou que o trabalho não para por aí e que novas medidas estão em andamento para evitar novos desabastecimentos. “Além da compra emergencial que já realizamos, a ECSP está finalizando um novo processo licitatório para a aquisição de outros lotes de medicamentos. Nosso objetivo é acabar de vez com esse problema crônico que Cuiabá enfrenta há anos e garantir que a população tenha sempre acesso aos insumos necessários”, explicou.

Além disso, a Prefeitura segue com outras medidas estruturantes para tornar a gestão mais eficiente, como a modernização do controle de estoques e a adequação do fornecimento conforme o consumo real das unidades, evitando desperdício e assegurando que os medicamentos cheguem a quem realmente precisa.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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