Pinga Fogo

Riva reafirma extorsão de Emanuel: “meu CPF é sujo por pessoas como ele que achacavam a AL”

Publicado em

O ex-deputado estadual José Riva (sem partido), que foi chamado de leviano e bandido pelo prefeito de Cuiabá e candidato à reeleição, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou que não pode falar detalhadamente sobre o caso por conta de acordo que fez com o Ministério Público, mas especificamente sobre a fala de Emanuel, em recente entrevista ao programa Chamada Geral da Mega FM, Riva reforçou que o atual prefeito o extorquia e admitiu que errou ao ceder aos caprichos de Emanuel, enquanto ele era deputado. 

"Eu não posso ficar falando sobre isso, sequer foi quebrado sigilo. Eu tenho compromisso de sigilo assinado pelo Ministério Público. Eu não estou preocupado em responder essas falas, porque quando você assina um acordo, você tem compromisso com o sigilo. Mas para o Emanuel pode dizer que o meu CPF realmente é sujo por causa de pessoas como ele, que extorquia e achacava a Assembleia Legislativa e o erro foi ceder a pessoas que nem ele", comentou Riva nesta segunda-feira (28). 

Leia Também:  Sugestão de Pauta: Emanuel Pinheiro apresenta cronograma de desativação do aterro sanitário de Cuiabá

O assunto de pagamento de propina voltou à tona após vazarem trechos da delação premiada em que o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso José Geraldo Riva afirma que o atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, pegou propinas no valor de R$ 3,2 milhões.

O montante, segundo Riva, é relativo a "mesadas" que Pinheiro recebia enquanto exercia mandatos na Assembleia. Pelo menos outros 36 parlamentares e ex-deputados mato-grossenses recebiam, segundo a delação, para "manutenção de governabilidade", além de pagamentos pela compra de votos em eleições da Mesa Diretora da Casa.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

Published

on

A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

Leia Também:  Em obras há dois anos, Emanuel muda novamente data de entrega do "Dutrinha"

O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

Leia Também:  Toninho tem "doutorado" em legislativo

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA