ATENÇÃO, MOTORISTAS!

Sefaz dá dicas de como não cair em golpes no pagamento do IPVA; saiba como evitar problemas

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Com o vencimento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2025 se aproximando, a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) alerta os contribuintes para ficarem atentos e evitarem cair em golpes ao realizar o pagamento do imposto.

A Sefaz reforça que o pagamento do IPVA deve ser feito apenas pelos canais oficiais. Esses canais incluem o site da Secretaria de Fazenda (www5.sefaz.mt.gov.br), o portal do Governo do Estado (portal.mt.gov.br), o site do Detran-MT (www.detran.mt.gov.br) e o aplicativo MT Cidadão. Garantir que o pagamento seja realizado por meio desses meios oficiais é a forma mais segura de evitar fraudes.

Uma precaução importante é evitar o uso de buscadores como Google, OperaGX, Yahoo ou Bing para procurar links relacionados ao IPVA. Muitos sites fraudulentos utilizam anúncios pagos para aparecer em destaque nos resultados de busca, especialmente ao usar termos como “IPVA SEFAZ MT”. Se for necessário realizar uma busca, certifique-se de verificar o endereço do site antes de acessá-lo.

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Além disso, antes de confirmar o pagamento, é essencial verificar o nome do destinatário. No comprovante, deve constar “Estado de Mato Grosso” como beneficiário. Essa simples verificação pode prevenir que valores sejam enviados a contas fraudulentas.

Caso o contribuinte seja vítima de golpe, é importante registrar um Boletim de Ocorrência. Isso pode ser feito presencialmente em uma delegacia da Polícia Civil ou de forma online pela Delegacia Virtual. A denúncia também pode ser feita à ouvidoria da Sefaz ou pelo canal Fale Cidadão da Controladoria Geral do Estado (CGE), contribuindo para que as autoridades possam rastrear os responsáveis e tomar as providências necessárias.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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