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Sem volta às aulas presenciais, escolas de Cuiabá obrigam crianças a 800 horas no computador

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No auge da pandemia em Cuiabá e sem nenhuma previsão de retomada das aulas presenciais, as escolas particulares têm decidido que os alunos (crianças e adolescentes) deverão cumprir às 800 horas aulas em frente ao computador. Isso mesmo, online! 

Nesta segunda-feira (3), estava previsto o retorno as aulas presenciais, mas a medida foi suspensa devido ao avanço da Covid na capital e em todo estado de Mato Grosso. Diante disso, parte das escolas particulares decidiu aumentar a carga horária online dos alunos. 

A idéia é cumprir a carga horária de 800 horas, e finalizar o calendário letivo ainda neste ano. Os pais não aprovaram a medida, que foi considerada exagerada e com poucos resultados práticos na vida dos estudantes, que já não estao tendo resultados satisfatórios nas aulas online, segundo pais ouvidos pela coluna Pinga-Fogo do portal Folha360.

Ao Folha360, uma mãe empreendedora, que está trabalhando em home office e cuidando da casa sozinha, disse que ficou surpresa ao saber que agora terá que dedicar mais de 5 horas por dia a acompanhar o filho de 7 anos nas atividades online.

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“Antes eram três aulas, agora dobrou o total de disciplinas e também a carga horária. Entendemos a situação de calamidade pública, porém aplicar uma carga horária online dessa em crianças vai ser muito improdutivo. Crianças e nem adultos conseguem manter a concentração por tão longo tempo”, disse a mãe, preocupada com os resultados da aprendizagem do seu filho. Outros pais tiveram opinião semelhante.         

Pais na bronca

Os pais nao defendem o retorno das aulas devido ao perigo de contagio pela Covid. Mas não concordam com o repasse de "100% da carga horária" da sala de aula para a plataforma online. 

O cenário é de total incerteza!  Atualmente, nem o governador Mauro Mendes (DEM), que está hospitalizado em São Paulo, e nem o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), arriscam-se em uma data certa para retomada das aulas. Porque o risco de contágio é muito alto. 

O motivo é simples: as UTIs estão lotadas e a volta às aulas poderia contribuir com o colapso do sistema de saúde, na medida em que os mais jovens poderiam ficar doentes ou passar o vírus aos pais, avós e familiares próximos.

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Medida provisória 

No dia 1º de abril deste ano, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Medida Provisória (MP) 934/2020, segundo a qual, diante da situação de calamidade pública por qual passa o país, todas as redes de educação básica ficam desobrigadas de cumprir o mínimo de 200 dias de efetivo trabalho escolar, desde que cumprida a carga horária mínima anual de 800 horas ou a estabelecida pelos respectivos sistemas de ensino.

Sem dúvida, este é o ano mais difícil para educação brasileira! Enquanto isso, a Pandemia não dá sinais que irá acabar tão logo…

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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