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Servidores são agredidos e ameaçados durante limpeza em Cuiabá

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Servidores da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) foram agredidos e ameaçados durante a execução de um serviço de limpeza na região central de Cuiabá, na tarde desta quarta-feira (4). Um boletim de ocorrência foi registrado contra o agressor e os trabalhos foram temporariamente interrompidos.

Diante do ocorrido, o diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, fez um apelo à população cuiabana. “A equipe da limpeza urbana trabalha todos os dias para garantir uma cidade mais limpa e segura para todos. Atitudes como essa colocam vidas em risco e comprometem os serviços essenciais. Pedimos respeito e colaboração da população. Cuiabá não pode tolerar esse tipo de comportamento”, destacou.

A equipe da Gerência de Resíduos Sólidos atuava na retirada de um bolsão de lixo com cerca de duas toneladas, localizado atrás da Igreja do Rosário e São Benedito. Conforme o chefe da equipe de retirada de bolsões, Guilson de Souza Santos, o homem se aproximou de forma agressiva, interrompeu o serviço e ameaçou os trabalhadores.

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“Ele agrediu o operador da retroescavadeira e do caminhão caçamba, nos ameaçou. Parou o carro lá embaixo, pegou uma pedra de uns dois ou três quilos e veio para quebrar a retroescavadeira. Ia quebrar o vidro e acertar o operador. Tivemos que tirar nossas máquinas de lá imediatamente”, relatou Guilson.

Os serviços de limpeza e retirada dos bolsões de descarte irregular serão retomados nesta quinta-feira (5), conforme o cronograma da Limpurb para a região central da capital.

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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