no Sesc Arsenal

Sesc oferece exames preventivos gratuitos em Cuiabá por meio do Sesc Saúde Mulher

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O Sistema Comércio de Mato Grosso, por meio do Sesc-MT, irá oferecer exames preventivos gratuitos na unidade móvel ‘Sesc Saúde Mulher’, a partir do dia 3 de fevereiro (segunda-feira), em Cuiabá. A carreta do projeto ficará no estacionamento interno do Sesc Arsenal.

Os atendimentos serão realizados de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30, por ordem de chegada. O projeto realiza os principais exames preventivos referentes à saúde feminina, promovendo o acesso das mulheres aos cuidados médicos. Os exames realizados, papanicolau (citopatológico) e mamografia, são os principais adotados no Brasil para a prevenção de câncer, por meio do diagnóstico precoce.

Podem realizar o exame nas mamas mulheres com idades entre 40 e 69 anos ou que possuam pedido médico. Já o exame preventivo de colo uterino pode ser feito em mulheres com 18 a 64 anos, ou com vida sexual ativa.

Interessadas devem comparecer na unidade móvel com a cópia do RG, CPF, comprovante de endereço e Cartão do SUS. Informações podem ser solicitadas por meio do whatsapp (65) 99951-6825.

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Serviço:

Sesc Saúde Mulher – realização de exames preventivos

Local: Estacionamento do Sesc Arsenal – Rua 13 de Junho, 1.435, Centro Sul – Cuiabá

Período: a partir de 3 de fevereiro (segunda-feira)

Quando: De segunda a sexta, das 07h30 às 17h30

Informações: whatsapp (65) 99951-6825

Atendimento gratuito

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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