PROCESSO SELETIVO

Sesc Pantanal abre sete vagas com salários de até R$ 7,2 mil

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O Polo Socioambiental Sesc Pantanal abriu sete vagas para quatro diferentes unidades nas cidades de Poconé, Rosário Oeste e Várzea Grande. As vagas são para cargos do ensino fundamental ao superior, com salários entre R$ 2,1 mil e R$ 7,2 mil. Com inscrições gratuitas até o dia 1° de agosto, os interessados devem buscar informações no site www.sescpantanal.com.br.

As vagas são para os cargos de auxiliar de serviços gerais e copeiro, no Parque Sesc Serra Azul (em Rosário Oeste); recepcionista, no Hotel Sesc Porto Cercado (em Poconé); atendente de copa e cozinha no Sesc Poconé, e de analista de compras, na sede em Várzea Grande. Os requisitos para cada cargo devem ser verificados no edital do processo seletivo, no site do Sesc Pantanal.

O Sesc Pantanal, iniciativa do CNC-Sesc-Senac, realiza a contratação no regime CLT e oferece plano de saúde, seguro de vida, auxílio babá ou creche, vale transporte de acordo com as normas da empresa e os benefícios do Cartão Sesc.

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Para mais informações sobre os requisitos de cada vaga, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (65) 3688-2065/3688-2034.

Inscrições até dia 1 de agosto

Poconé
(3) Recepcionista | Hotel Sesc Porto Cercado | 44h semanais: R$ 2.856,00
Atendente de Copa e Cozinha | Sesc Poconé | 44h semanais: R$ 3.607,00

Rosário Oeste
Auxiliar de Serviços Gerais | Parque Sesc Serra Azul | 44h semanais: R$ 2.140,00
Copeiro | Parque Sesc Serra Azul | 44h semanais: R$ 2.460,00

Várzea Grande
Analista de Compras | Base Operacional | 44h semanais: R$ 7.263,00

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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