Truculência

Sindicato chama a PM após enfermeira pedir informações sobre eleições do Sinpen

Publicado em

Folha360

O Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen-MT) protagonizou um episódio de truculência e coação contra uma filiada, na tarde desta sexta (18), na sede do sindicato, em Cuiabá. A enfermeira Solange Gracioli, que ocupa o cargo de secretária da atual diretoria, foi impedida de entrar na sala de reunião.

A confusão no local aconteceu após a reunião deliberativa que iria decidir sobre as eleições da presidência do sindicato ser suspensa por conta de uma liminar da justiça movida por Solange. Acompanhada do enfermeiro Zenaldo e da suplente de vereadora por Cuiabá, Enfermeira Merielly, foi pedido para que o presidente do sindicato, Arlindo Cesar Ferreira dos Santos, gravasse um vídeo esclarecendo aos filiados que não haveria a reunião. O presidente do sindicato não quis gravar o vídeo e a polícia foi acionada no local.

A recepcionista do sindicato disse que Solange não era bem-vinda no local e que não poderia estar ali. A polícia questionou se tinha alguma mandato judicial impedindo a entrada da enfermeira no local e a diretoria não apresentou.

Leia Também:  Marcelo Sandrin é confirmado como vice na chapa de Eduardo Botelho

Solange ressaltou que os moldes que estão sendo realizadas as reuniões que vão definir sobre as eleições não obedecem ao estatuto do sindicato. Ela também ressaltou que faltou divulgação do pleito e transparência.

Sindicato em desgaste

Há quase duas décadas fazendo parte da diretoria do sindicato, o enfermeiro Dejamir Soares, vem acumulando um alto índice de rejeição da categoria. Em menos de um mês, Dejamir gravou um vídeo detonando os candidatos da enfermagem que concorriam ao pleito de vereador na capital. O sindicalista declarou apoio ao vereador Adevair Cabral e ironizou sua categoria. O vídeo repercutiu negativamente dentro da enfermagem, gerando mais um desgaste para a atual diretoria do sindicato.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

 

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

Published

on

A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

Leia Também:  Corpo de mulher é encontrado com sinais de tortura e perfuração de tiro

O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

Leia Também:  Marcelo Sandrin é confirmado como vice na chapa de Eduardo Botelho

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA