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Vereadora confirma pré-candidatura a deputada estadual pelo Podemos em MT

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A vereadora Joize Marques, atualmente em seu segundo mandato consecutivo na Câmara Municipal de Colíder, confirmou sua pré-candidatura a deputada estadual nas próximas eleições pelo Podemos. A parlamentar tem se destacado na região norte de Mato Grosso por sua atuação firme e postura direta na defesa das demandas da população.

Atualmente, Joize é a única mulher a ocupar uma cadeira no Legislativo municipal e também preside o diretório do Podemos em Colíder, posição que reforça sua influência política e consolida sua liderança no município.

Segundo a vereadora, a decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) foi tomada após diálogo com sua base política, aliados e apoiadores.

O convite para a disputa surgiu ainda no ano passado, após articulação dentro do partido, com incentivo do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, que sugeriu que a parlamentar ampliasse sua atuação para o cenário estadual.

Ao longo de seus dois mandatos, Joize construiu uma trajetória marcada pela defesa das pautas da comunidade, transparência e coerência política. Sua atuação no Legislativo municipal é conhecida por posicionamentos claros em temas relacionados ao desenvolvimento do município e à melhoria dos serviços públicos.

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Caso seja eleita, a parlamentar afirma que pretende levar para o parlamento estadual a mesma linha de atuação adotada em Colíder, priorizando pautas voltadas ao desenvolvimento regional e à defesa dos interesses da população do interior.

Tradição política

Joize Marques é filha do ex-prefeito de Colíder e ex-deputado estadual Jaime Marques, com quem teve os primeiros contatos com a vida pública. Apesar da trajetória familiar na política, a vereadora destaca que construiu seu próprio espaço no cenário político local.

Nos últimos anos, sua atuação tem sido voltada ao fortalecimento das políticas públicas municipais e à ampliação da representatividade feminina na política.

Com a confirmação da pré-candidatura, Joize passa a intensificar o diálogo com lideranças e municípios da região norte do estado, com o objetivo de representar as demandas do interior na Assembleia Legislativa.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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