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Vídeo: Senatória é balão de ensaio? Cel. Fernanda diz que 2020 é “sementinha” para eleição em 2022

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A coronel da Polícia Militar, Rubia Fernanda (Patriota), foi escolhida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para ser candidata a vaga ao Senado na eleição extemporânea de 2020.

No entanto, a senatória pode ser apenas um balão de ensaio, pensando no projeto maior: a disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2022.
 
“Dentro de tudo isso, (o presidente) me fez o convite por entender que poderia ser um projeto novo para 2020 também. Mas 2020 seria apenas uma sementinha plantada para 2022”, afirmou a Coronel Fernanda, em um vídeo de uma live gravada em evento da FIEMT, voltado para empresários da indústria de Mato Grosso.

A postura abre dúvidas entre os bolsonaristas. Caso eleita, a Coronel Fernanda deixaria o cargo daqui a dois anos para disputar o Governo? E deixaria a vaga para seu suplente, o ex-deputado federal Victório Galli?
 
Falando na terceira pessoa com o presidente da FIEMT, Gustavo de Oliveira, a candidata Coronel Fernanda explica que o projeto majoritário ao Governo do Estado teria aval do presidente. “A Coronel Fernanda é um projeto inicial do presidente Jair Bolsonaro, para uma nova proposta de política para 2022”.  

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Trecho da fala da Coronel Fernanda

Vídeo completo da live 

Na live, dentre vários assuntos abordados, a candidata destacou o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo atual ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Ela disse concordar com a avaliação política de que Tarcísio é um dos melhores e mais eficientes ministros da atual gestão do governo Bolsonaro. O ministério inclusive tem realizado muitas ações voltadas para melhoria das ferrovias e rodovias do Estado de Mato Grosso. 

A Coronel Fernanda também falou sobre a postura do ministro da Economia, Paulo Guedes, que decidiu cortar recursos destinados ao Sistema S, a qual a FIEMT faz parte. “Se Deus quiser, sendo eleita, a gente vai estar sim conversando com o presidente… eu entendo que o Sistema S tem um papel fundamental nos municípios e de certa forma contribui para o desenvolvimento”. 

 

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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