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Virou moda o ‘tour’ na Antártida?

Depois de deputado, agora é a vez de vereador de Cuiabá viajar para ‘continente mais frio do mundo’

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A Antártida é o lugar mais frio do Planeta. Fica praticamente tudo congelado o ano todo. O frio polar é considerado extremo. No popular, um 'frio de doer'. Mas a terra dos pinguins tem atraído cada vez mais a atenção dos políticos de Mato Grosso. Em junho deste ano, quem esteve na Antartida foi o deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC). Desta vez, em agosto, foi o vereador de Cuiabá e líder do governo Luís Claudio (Progressistas). Ambos foram conferir a missão oficial da Marinha do Brasil instalada no ‘continente mais frio do mundo’.

Segundo a assessoria da câmara, o parlamentar, que é natural do Rio de Janeiro e vive em Cuiabá (duas das cidades mais quentes do país), embarcou na missão para o continente gelado pelo Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) no dia 25 de agosto e retorna no próximo dia 30, a convite da Marinha do Brasil, para conhecer as questões climáticas e científicas na Estação Brasileira Comandante Ferraz. Informou, ainda, que ele traz de lá um projeto para o etanol e o biodiesel social, além de políticas públicas de conscientização e educação ambiental para a proteção do clima no planeta.

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Para estudar os problemas ambientais, bem como outras coisas relacionadas ao continente menos populoso do mundo, diversos países de todo o mundo assinaram um acordo em que a Antártica permaneceria intacta para fins pacíficos e de pesquisa. Por conta disso, muitos países possuem bases científicas em solo antártico, incluindo o Brasil com a estação Comandante Ferraz, conforme informações do portal educacional InfoEscola. 

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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