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Virou rotina! Carro capota e derruba mais um poste da Estrada da Chapada

Diversos postes e placas estão danificadas ao longo do trecho duplicado

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Diversas placas e postes de energia elétrica ao longo do trecho duplicado do perímetro urbano da Estrada da Chapada (MT-251) estão danificados ou no chão derrubados por conta de acidentes de trânsito. Neste fim de semana, mais um aconteceu. Um condutor perdeu o controle de um HB20 branco e capotou derrubando um poste na rotatória, ao lado de outro poste que já estava caído próximo a ciclovia no canteiro central.

Este trecho da Estrada da Chapada foi por muitos anos de pista simples, com buracos e ribanceiras ao lado da pista que tornaram o local perigoso. O Governo do Estado finalmente duplicou no ano passado os 3,6 quilômetros, e agora os motoristas imprudentes protagonizam todos os dias cenas lamentáveis de desrespeito à sinalização e a velocidade da pista.

Como resultado, muitos pedestres correm risco ao cruzar a rodovia, saindo dos inúmeros condomínios de casas e apartamentos que existem na região. Inclusive, vale lembrar que um casal foi morto em outubro do ano passado ao cruzar a rodovia, na faixa de pedestre. A sinalização melhorou no trecho por ações do Estado, mas a imprudência dos motoristas tem só aumentado. Praticamente todos os fins de semana, segundo relato dos moradores, existem acidentes e mais postes e placas acabam sendo derrubadas.

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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