EXECUÇÃO

Adolescente é apreendido após confessar assassinato de jovem em MT

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Um adolescente de 15 anos foi apreendido pela Polícia Militar na tarde de quinta-feira (18), suspeito de executar a tiros Wesley de Oliveira Sabará, de 25 anos, em Mirassol D’Oeste. Após ser localizado, o jovem admitiu participação no crime e levou os policiais até o local onde havia escondido a arma utilizada.

A ocorrência começou depois que equipes policiais receberam informações sobre disparos de arma de fogo em uma área próxima a uma represa da cidade. Ao chegarem ao local indicado, os militares encontraram a vítima caída e sem sinais de vida. O atendimento médico foi acionado, mas apenas confirmou o óbito.

Durante as buscas por informações, moradores relataram que o autor dos disparos fugiu logo após o crime em uma motocicleta de cor escura. Com receio de sofrer represálias, as testemunhas preferiram não formalizar os depoimentos.

A identificação do suspeito foi possível após familiares da vítima fornecerem imagens que auxiliaram o trabalho investigativo. A partir dessas informações, policiais iniciaram diligências e encontraram o adolescente em uma residência onde ele costumava ficar.

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Segundo a Polícia Militar, ao perceber a aproximação das equipes, o menor tentou escapar, mas acabou sendo contido. Durante a abordagem, ele confessou o homicídio e revelou onde estavam escondidos os objetos relacionados ao crime.

Na casa, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros, munições, roupas que teriam sido usadas no momento da execução e a motocicleta apontada como meio de fuga.

Conforme relato do próprio adolescente aos policiais, o assassinato teria sido cometido a mando de uma facção criminosa. No entanto, ele não informou quem teria determinado a morte da vítima.

O menor foi encaminhado à delegacia, acompanhado do material apreendido. O Conselho Tutelar foi comunicado sobre a ocorrência, e um advogado acompanhou os procedimentos legais. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias do homicídio e identificar outros possíveis envolvidos.

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POLÍCIA

Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

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Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

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Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

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A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

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