TOLERÂNCIA ZERO

Ciopaer aumenta em 200% número de operações aéreas e eleva apreensões de veículos, armas e drogas

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Após o lançamento do programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), ampliou em 200% o número de operações aéreas realizadas no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano passado.

Conforme balanço semestral do Ciopaer, vinculado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp), as ações aumentaram de 80 para 237 de um período para o outro. O aumento das operações elevou significativamente a produtividade em diversas frentes de atuação.

A quantidade de entorpecentes apreendidos aumentou 620%, subindo de 1 tonelada no primeiro semestre de 2024 para 7,7 toneladas no primeiro semestre deste ano. O número de veículos recuperados subiu 260%, aumentando de 22 para 79 localizações. A quantidade de armas apreendidas aumentou 190% saindo de 10 para 29 armamentos retirados de circulação.

O coordenador do Ciopaer, tenente-coronel PM Ernesto Xavier Lima Junior, atribuiu o aumento das operações aéreas e, consequentemente, da produtividade ao lançamento do programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, em novembro do ano passado.

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“O programa Tolerância Zero ampliou as ações das forças de segurança de enfrentamento à criminalidade em todo Estado, e o papel do Ciopaer é justamente dar apoio aéreo a essas ações garantindo efetividade e agilidade. O que levou ao aumento do número de operações e consequentemente a quantidade de drogas, armas e veículos apreendidas”, explicou.

Para o secretário Adjunto de Integração Operacional (Saiop), coronel PM Fernando Augustinho, o Ciopaer tem desempenhado um papel fundamental na efetividade dos resultados das ações das forças de segurança dentro do Programa Tolerância Zero.

“O apoio aéreo do Ciopaer traz efetividade e celeridade de ações complexas das forças de segurança, tornando a resposta de uma operação mais rápida e assertiva. Isso significa mais ocorrências sendo atendidas, maior presença das equipes policiais e o principal, a nossa população mais segurança em casa e nas ruas”, destacou.

Desde novembro do ano passado, o Governo do Estado iniciou a operação Tolerância Zero as facções criminosas, em um pacote de medidas integradas que intensificou as ações das forças de segurança para combater todos os tipos de crimes e para proteção e defesa do cidadão de Mato Grosso.

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POLÍCIA

Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

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Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

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Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

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A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

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