POLÍCIA

Concorrente de Arcanjo, delator da ‘Operação Sodoma’ está preso

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O empresário Frederico Müller Coutinho, delator da ‘Operação Sodoma’, está entre os presos da Operação ‘Mantus’, deflagrada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Fazenda e Crimes Contra a Administração Pública e da Gerência de Combate ao Crime Organizado, na manhã desta quarta-feira (29.05). Segundo as investigações, Frederico seria o líder de um dos grupos.

As investigações iniciaram em agosto de 2017, conseguindo descortinar duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho no Estado de Mato Grosso, e que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões. 
Uma das organizações é liderada por João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues, já a outra é liderada por Frederico Müller Coutinho.

Frederico é dos delatores da Operação Sodoma, que investigou fraudes que resultaram na prisão do ex-governador Silval Barbosa. O empresário trocava cheques no esquema e chegou a passar dinheiro para o então braço direito do ex-governador. Os cheques teriam sido emitidos como parte de um suposto acordo de pagamento de propina ao grupo político do ex-governador. 
 
A factoring de sua propriedade teria sido usada para lavar R$ 500 mil em propina. Os esquemas de corrupção resultaram em prejuízos de milhões de reais aos cofres do Estado. 
 
O grupo FMC está em recuperação judicial desde 2014 e é composto pelas empresas FMC Cobranças Ltda ME, AMC – Assessoria e Cobrança Ltda – ME, Garantia Assessoria e Cobrança Ltda – ME, e Garantia Locação para Festa e Eventos Ltda – ME.
 
Frederico Müller Coutinho é filho do ex-vereador e ex-prefeito Wilson Coutinho. No dia 15 deste mês, ele recebeu a comenda da Câmara de Cuiabá, tornando-se também comendador. 

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Operação ‘Mantus’ – São cumpridos 63 mandados judiciais, 33 de prisão e 30 de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Jorge Luiz Tadeus, da 7ª Vara Criminal. Os envolvidos são acusados de lavagem de dinheiro com a contravenção penal, neste caso, o jogo do bicho. 

As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, em mais 5 cidades do interior do Estado.

As investigações iniciaram em agosto de 2017, conseguindo descortinar duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho no Estado de Mato Grosso, e que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões. 

Uma das organizações é liderada por João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues, já a outra é liderada por Frederico Müller Coutinho.

Os suspeitos vão responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.

O delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado, Flávio Stringueta, cita a integração entre a GCCO e a Defaz como um dos pontos principais para o êxito das investigações. “Em especial, dos Núcleos de Inteligência, que desempenharam um trabalho de excelência, sob a coordenação do delegado Luiz Henrique Damasceno”, destacou.

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Dinheiro no exterior – Os investigadores também identificaram remessas de valores para o exterior, com o recolhimento de impostos para não levantar suspeitas das autoridades. Foram decretados os bloqueios de contas e investimentos em nome dos investigados, bem como houve o sequestro de ao menos três prédios vinculados aos crimes investigados.

Os suspeitos vão responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.

O delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado, Flávio Stringueta, cita a integração entre a GCCO e a Defaz como um dos pontos principais para o êxito das investigações. “Em especial, dos Núcleos de Inteligência, que desempenharam um trabalho de excelência, sob a coordenação do delegado Luiz Henrique Damasceno”, destacou.

Para o delegado, Luiz Henrique Damasceno, um dos coordenadores das investigações, a ação demonstra o trabalho qualificado da Polícia Civil. que por meio do uso do Laboratório de Dinheiro, visou atacar principalmente o aspecto financeiro das organizações crimimosa.

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POLÍCIA

Dois suspeitos de torturar homem durante “salve” morrem em confronto com a PM

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Dois homens morreram após serem baleados durante um confronto com a Polícia Militar, na tarde de quinta-feira (8), em um hotel no município de Sapezal, a 480 quilômetros de Cuiabá. Eles são suspeitos de manter um homem de 34 anos em cárcere privado e submetê-lo a sessões de tortura, em uma prática conhecida como “salve”, associada a punições impostas por facções criminosas.

Os mortos foram identificados como José Miguel Javier Salazar, de 28 anos, e Jociney Kenned de Almeida Araújo, de 30 anos. A vítima foi encontrada amarrada e com diversos ferimentos dentro de um quarto do Hotel Dallas, onde ocorreu a intervenção policial.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada após receber uma denúncia de que um homem estaria sendo mantido contra a própria vontade no estabelecimento e sofrendo agressões.

Ao chegar ao hotel, os militares ouviram vozes vindas de um dos quartos. Durante a verificação, encontraram a vítima com as mãos e os pés amarrados, apresentando escoriações pelo corpo e sinais de asfixia.

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Segundo a versão registrada pela Polícia Militar, os dois suspeitos estavam armados com um revólver calibre .357 no momento da abordagem.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, um deles teria apontado a arma em direção a um dos policiais, mesmo após receber ordens para soltá-la.

Diante da ameaça relatada, os militares efetuaram disparos contra os suspeitos.

José Miguel e Jociney foram atingidos e receberam atendimento de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros.

Os dois foram encaminhados ao Hospital Santa Marceliana, mas não resistiram aos ferimentos.

O homem de 34 anos foi resgatado com vida e recebeu atendimento médico. A gravidade de seu estado de saúde não foi informada.

No quarto, os policiais encontraram o revólver calibre .357, que continha cinco munições. A arma foi preservada no local para os procedimentos periciais.

Durante o atendimento da ocorrência, a proprietária do Hotel Dallas compareceu ao estabelecimento e apresentou aos policiais um relato de ameaças que teria sofrido dias antes.

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Segundo a mulher, integrantes de uma facção criminosa a ameaçaram de morte e a expulsaram do próprio hotel.

A informação foi registrada pelas autoridades e deverá ser considerada durante a investigação para esclarecer se as ameaças têm relação com o sequestro e as agressões sofridas pela vítima.

A ocorrência foi registrada pelos crimes de sequestro e cárcere privado, tortura mediante sequestro, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido, desobediência e lesão corporal.

As circunstâncias do confronto que terminou com a morte dos dois suspeitos, assim como a possível participação de uma facção criminosa no caso, serão investigadas pelas autoridades competentes.

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