Uma operação da Polícia Militar Ambiental identificou a continuidade da exploração ilegal de minérios em uma área que já havia sido embargada na zona rural de Colniza, município localizado a 1.065 quilômetros de Cuiabá. A fiscalização ocorreu nesta segunda-feira (12) e resultou na aplicação de R$ 46,6 mil em multa, além da apreensão e inutilização de equipamentos utilizados no garimpo.
A ação foi conduzida pelo Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), com apoio da Força Tática do 2º Comando Regional, após informações encaminhadas pela Agência Local de Inteligência (ALI).
Ao chegarem à propriedade, os policiais constataram que a atividade garimpeira permanecia em funcionamento, apesar da existência de um embargo ambiental que proibia a continuidade da exploração.
Além do descumprimento da determinação, as equipes verificaram que o garimpo havia avançado para áreas que ultrapassavam os limites anteriormente interditados.
Durante a vistoria, os militares encontraram sinais de degradação ambiental e diversos equipamentos utilizados na extração e separação de minerais.
Entre os materiais identificados estavam motores estacionários, caixas concentradoras do tipo eclusa, mangueiras, maracas e bateias. Nenhuma máquina pesada foi localizada na área fiscalizada.
Ao todo, cinco motores estacionários e três caixas concentradoras foram apreendidos e inutilizados no próprio local, como parte das medidas adotadas para interromper a atividade irregular.
Questionado pelos policiais, o suspeito informou que não possuía licença ou autorização ambiental para realizar a exploração mineral.
Diante das irregularidades constatadas, os policiais aplicaram uma multa administrativa de R$ 46,6 mil e encaminharam o suspeito à Delegacia de Polícia Civil de Colniza.
A ocorrência envolve suspeitas de exploração mineral sem autorização, funcionamento de atividade potencialmente poluidora e descumprimento de embargo ambiental.
O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes para definir as responsabilidades e eventuais medidas legais adicionais.
A fiscalização também busca impedir que áreas já interditadas continuem sendo utilizadas para atividades que provoquem danos ao meio ambiente.
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