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Corpo de professor desaparecido é encontrado em córrego após suspeito confessar crime em VG

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O corpo do professor Breno Antônio Humberto de Morais, de 25 anos, foi encontrado nesta quinta-feira (8), em um córrego localizado na Rua Juína, no bairro Capão do Pequi, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. O jovem estava desaparecido havia quase duas semanas, e a localização ocorreu após a prisão de um suspeito que, segundo informações preliminares, teria confessado o crime e indicado aos policiais onde estava o corpo.

O suspeito foi identificado como Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, pai de uma das crianças atendidas na creche onde Breno trabalhava como professor. Conforme as informações repassadas à polícia, Elias mora na esquina do local onde o corpo foi encontrado.

Após ser preso, ele teria admitido envolvimento na morte de Breno e conduzido os investigadores até o córrego. As circunstâncias do crime e a possível motivação ainda são apuradas pela Polícia Civil.

A prisão representa um desdobramento importante das investigações, que mobilizaram familiares e policiais desde o desaparecimento do professor, registrado no fim de setembro.

O advogado Ronaldo Meirelles, responsável pela defesa de Elias, informou que o cliente já havia comparecido à delegacia na sexta-feira (2) para prestar esclarecimentos sobre o caso.

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Segundo o defensor, a prisão surpreendeu a defesa, uma vez que Elias já havia sido ouvido anteriormente pelos investigadores.

Até a última atualização das informações, o advogado ainda não havia conseguido conversar com o cliente para obter detalhes sobre a prisão e a suposta confissão.

O desaparecimento de Breno começou a preocupar os familiares após o irmão gêmeo dele, Bruno Humberto, receber mensagens enviadas pelo celular do professor.

De acordo com Bruno, a maneira como os textos foram escritos era diferente da forma habitual de comunicação do irmão, o que levantou a suspeita de que outra pessoa pudesse estar utilizando o aparelho.

Para tentar confirmar que Breno estava bem, a família solicitou uma fotografia. No entanto, a imagem recebida aumentou a desconfiança, principalmente porque as tatuagens que o professor possuía no braço não apareciam.

Outro detalhe observado pelos familiares foi a roupa utilizada na fotografia, diferente daquela que Breno vestia quando saiu de casa.

Diante das inconsistências, a família passou a suspeitar que a imagem pudesse ter sido manipulada.

Uma câmera de segurança instalada nas proximidades da residência de Breno registrou o momento em que ele aguardava e, posteriormente, pegava carona em uma motocicleta na noite de sábado (26).

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Nas imagens, o professor aparece vestindo camiseta preta e short claro, parado próximo a um muro enquanto espera pela chegada do veículo.

Segundo os familiares, não foi possível identificar a motocicleta pelas gravações.

Bruno também relatou que o irmão não tinha o hábito de sair sem avisar ou permanecer longos períodos sem manter contato com a família.

Conforme o relato, as mensagens enviadas pelo celular de Breno continuaram até aproximadamente 23h30. Por volta da meia-noite, o rastreamento do aparelho teria sido desativado.

Essas circunstâncias reforçaram as suspeitas da família e passaram a integrar a investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Com a localização do corpo e a prisão de Elias, a Polícia Civil concentra os trabalhos no esclarecimento da dinâmica do crime, na identificação da motivação e na apuração de eventual participação de outras pessoas.

Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre como Breno foi morto.

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POLÍCIA

Dois suspeitos de torturar homem durante “salve” morrem em confronto com a PM

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Dois homens morreram após serem baleados durante um confronto com a Polícia Militar, na tarde de quinta-feira (8), em um hotel no município de Sapezal, a 480 quilômetros de Cuiabá. Eles são suspeitos de manter um homem de 34 anos em cárcere privado e submetê-lo a sessões de tortura, em uma prática conhecida como “salve”, associada a punições impostas por facções criminosas.

Os mortos foram identificados como José Miguel Javier Salazar, de 28 anos, e Jociney Kenned de Almeida Araújo, de 30 anos. A vítima foi encontrada amarrada e com diversos ferimentos dentro de um quarto do Hotel Dallas, onde ocorreu a intervenção policial.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada após receber uma denúncia de que um homem estaria sendo mantido contra a própria vontade no estabelecimento e sofrendo agressões.

Ao chegar ao hotel, os militares ouviram vozes vindas de um dos quartos. Durante a verificação, encontraram a vítima com as mãos e os pés amarrados, apresentando escoriações pelo corpo e sinais de asfixia.

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Segundo a versão registrada pela Polícia Militar, os dois suspeitos estavam armados com um revólver calibre .357 no momento da abordagem.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, um deles teria apontado a arma em direção a um dos policiais, mesmo após receber ordens para soltá-la.

Diante da ameaça relatada, os militares efetuaram disparos contra os suspeitos.

José Miguel e Jociney foram atingidos e receberam atendimento de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros.

Os dois foram encaminhados ao Hospital Santa Marceliana, mas não resistiram aos ferimentos.

O homem de 34 anos foi resgatado com vida e recebeu atendimento médico. A gravidade de seu estado de saúde não foi informada.

No quarto, os policiais encontraram o revólver calibre .357, que continha cinco munições. A arma foi preservada no local para os procedimentos periciais.

Durante o atendimento da ocorrência, a proprietária do Hotel Dallas compareceu ao estabelecimento e apresentou aos policiais um relato de ameaças que teria sofrido dias antes.

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Segundo a mulher, integrantes de uma facção criminosa a ameaçaram de morte e a expulsaram do próprio hotel.

A informação foi registrada pelas autoridades e deverá ser considerada durante a investigação para esclarecer se as ameaças têm relação com o sequestro e as agressões sofridas pela vítima.

A ocorrência foi registrada pelos crimes de sequestro e cárcere privado, tortura mediante sequestro, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido, desobediência e lesão corporal.

As circunstâncias do confronto que terminou com a morte dos dois suspeitos, assim como a possível participação de uma facção criminosa no caso, serão investigadas pelas autoridades competentes.

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