OPERAÇÃO ORCRIM 66

Distribuidoras de água eram forçadas a pagar “caixinha” para facção em MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (25), a Operação “Orcrim 66”, com foco no combate a uma facção criminosa que atuava na cidade de General Carneiro (442 km de Cuiabá). O grupo é acusado de extorquir comerciantes locais, especialmente distribuidores de água mineral, além de praticar lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados judiciais, incluindo três prisões preventivas, sete buscas domiciliares e sete quebras de sigilo bancário. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) da Comarca de Cuiabá, após investigação conduzida pela Delegacia de General Carneiro.

As apurações revelaram que os criminosos cobravam um valor ilícito, conhecido como “caixinha”, sobre cada galão de água mineral vendido na cidade. Além disso, os comerciantes eram obrigados a adquirir produtos de empresas ligadas à facção, sob ameaças e intimidações constantes.

Um dos casos mais graves investigados foi o incêndio criminoso em um comércio, motivado pela recusa do proprietário em efetuar os pagamentos exigidos. As vítimas relataram ainda que, durante as extorsões, eram forçadas a participar de videochamadas nas quais criminosos armados apareciam para reforçar as ameaças.

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A operação mobilizou 40 policiais civis e foi coordenada pelos delegados Nelder Martins Pereira e Pablo Borges Rigo. Segundo a Polícia Civil, além de punir os envolvidos pelos crimes de extorsão qualificada e organização criminosa, a ação busca restabelecer a segurança e garantir que os comerciantes de General Carneiro possam trabalhar sem a interferência de facções.

Nome da operação
“Orcrim 66” faz referência ao km 66 da BR-070, onde está localizada a cidade e onde a facção concentrava suas ações criminosas.

Combate contínuo
A ação integra o programa estadual “Tolerância Zero” contra facções e a segunda fase da Operação Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A Polícia Civil reforça que a população pode denunciar práticas semelhantes por meio do Disque-Denúncia 181, com garantia de sigilo absoluto.

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POLÍCIA

Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

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Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

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Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

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A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

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