Vanderlei Sattler, de 65 anos, foi identificado como uma das três vítimas da queda de um avião registrada no dia 10 de setembro, na zona rural de Água Boa, a 730 quilômetros de Cuiabá. A identificação foi confirmada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Segundo as informações da investigação, ele seria o proprietário da aeronave.
As outras duas pessoas que estavam no avião ainda não tiveram as identidades divulgadas. Conforme a perícia, ambas eram de nacionalidade paraguaia.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do voo e trabalha com a hipótese de que a aeronave poderia ter como destino a Venezuela. Os investigadores também apuram indícios de uma possível utilização do avião em atividades relacionadas ao tráfico internacional de drogas.
Vanderlei era natural de Montenegro, no Rio Grande do Sul, e atuava como sócio-administrador de uma empresa de assessoria aeronáutica. Familiares entraram em contato com a Politec e solicitaram autorização para a liberação e cremação dos restos mortais.
A aeronave, identificada pelo prefixo N401NA, é um Cessna e, segundo a Polícia Civil, não possuía registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A apuração também se concentra nas circunstâncias em que o avião foi adquirido. Levantamentos realizados pelos investigadores apontam que a aeronave teria sido negociada por um valor considerado elevado e adquirida por uma pessoa cuja condição financeira, na avaliação da polícia, seria incompatível com a transação.
Ainda conforme a investigação, parte do pagamento teria sido feita em dinheiro e outra parte por meio da entrega de um veículo de alto valor. Ao rastrear o automóvel, a Polícia Civil identificou que ele já havia sido registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas.
Outro elemento apurado envolve um dos ocupantes da aeronave. Segundo a polícia, essa pessoa possuía pendências judiciais no país de origem e estaria impedida de deixar o território nacional. Os nomes relacionados a essa parte da investigação não foram divulgados para não comprometer as diligências.
A Polícia Civil também aponta que o avião teria decolado de Goiânia sem documentação válida, autorização para o voo ou plano de voo aprovado. Essas irregularidades integram o conjunto de elementos analisados pelos investigadores na apuração sobre uma possível operação clandestina.
O trajeto da aeronave também está sob análise. Conforme a investigação, há indícios de que o voo poderia seguir para fora do Brasil, tendo a Venezuela como possível destino.
Familiares de ocupantes também teriam informado à polícia que uma das pessoas a bordo havia mencionado uma viagem para o país sul-americano, informação que passou a integrar o inquérito.
A Polícia Civil continua investigando a origem e o destino do voo, as circunstâncias da queda e a possível relação da aeronave com o tráfico internacional de drogas. Até o momento, essa ligação é tratada como hipótese investigativa, e não como conclusão definitiva.
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