MANDADO DE PRISÃO

Ex-deputado de MT está foragido após prisão por dívida de pensão de R$ 140 mil

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O ex-deputado estadual de Mato Grosso, Adalto de Freitas Filho, conhecido como Daltinho, é considerado foragido da Justiça após não cumprir um mandado de prisão expedido há mais de um mês por dívida de pensão alimentícia que ultrapassa R$ 140 mil.

A ordem judicial foi emitida pela 3ª Vara da Família e Sucessões de Palmas (TO) e consta como “pendente de cumprimento” no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). O mandado foi expedido em 17 de abril deste ano.

Segundo os autos, a dívida refere-se a parcelas de pensão alimentícia vencidas entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, além de valores que possam ter sido acumulados até a quitação integral do débito.

De acordo com informações registradas no sistema judicial, Daltinho reside atualmente em Barra do Garças, município localizado a 511 quilômetros de Cuiabá.

A decisão determina que a prisão seja cumprida em regime fechado, em local separado dos demais detentos. O mandado tem validade de um ano.

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O juiz Adriano Gomes de Melo Oliveira também estabeleceu que a ordem de prisão poderá ser suspensa caso o ex-parlamentar apresente a comprovação do pagamento integral da dívida alimentar, devidamente atualizada.

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POLÍCIA

Operação mira seminarista suspeito de perseguir e difamar Diocese e padres em MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3), a Operação Veritas para combater crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição (stalking) contra membros da Diocese de Barra do Garças (508 km a leste de Cuiabá). O principal alvo da ação é um seminarista, que atuava como estagiário da pastoral e é suspeito de liderar uma campanha de ataques digitais contra líderes da entidade religiosa.

Durante a operação, os investigadores cumpriram um mandado de busca e apreensão em Cuiabá, expedido pela Justiça após representação da 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças. As investigações apontam que o suspeito utilizava uma rede articulada de perfis em redes sociais, aplicativos de mensagens e e-mails para disseminar conteúdos ofensivos e acusações sem provas contra os religiosos.

Perseguição reiterada

As apurações começaram após denúncias de que os ataques continuavam ocorrendo de forma sistemática, mesmo após o encerramento de procedimentos anteriores sobre os mesmos fatos. Segundo a Polícia Civil, o seminarista compartilhava os conteúdos não apenas com a comunidade religiosa, mas também enviava o material para autoridades e veículos de comunicação, na tentativa de ampliar o dano à imagem das vítimas.

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Para embasar o pedido das medidas cautelares, a polícia reuniu um vasto material probatório, incluindo depoimentos, capturas de tela (prints), registros de e-mails e relatórios técnicos que comprovam a reiteração das condutas em diferentes canais digitais.

Medidas cautelares e apreensões

Ao autorizar a operação, o Poder Judiciário destacou a necessidade urgente de preservar provas e interromper o ciclo de ataques. No endereço do investigado, foram apreendidos celulares, computadores, notebooks e mídias digitais. A decisão judicial permite a extração e análise pericial completa dos dados, inclusive com a recuperação de arquivos que tenham sido apagados propositalmente.

  • Além das buscas, a Justiça impôs restrições severas ao seminarista:
  • Proibição de manter qualquer contato (direto ou indireto) com as vítimas;
  • Obrigação de manter distância mínima de 200 metros dos envolvidos;

Proibição de publicar, compartilhar ou impulsionar novos conteúdos ofensivos relacionados ao caso.
Todo o material recolhido passará por perícia técnica para aprofundar o inquérito e identificar possíveis coautores. O nome da operação, “Veritas”, significa “Verdade” em latim, em alusão à busca pela realidade dos fatos em meio às acusações propagadas.

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