OPERAÇÃO BÓREAS

Empresária do Tatu Bola Bar presa em operação da PF é solta sem pagar fiança

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A advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro foi colocada em liberdade nesta quinta-feira (27), por decisão da Justiça Federal, dois dias após ser presa durante a Operação Bóreas, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de tráfico internacional de drogas e armas.

Segundo a defesa, a Justiça entendeu que não havia elementos que justificassem a manutenção da prisão preventiva. Thatiana também não precisou pagar fiança para deixar a prisão.

“Não teve nenhuma fiança. O juiz reconheceu que a prisão realmente era desnecessária”, afirmou o advogado Fernando Faria.

A empresária estava custodiada na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, em razão da prerrogativa de advogados de permanecerem em cela especial.

Durante o cumprimento das ordens judiciais da operação, a Polícia Federal apreendeu dinheiro no apartamento de Thatiana, além do celular e do veículo utilizado por ela.

No pedido de liberdade, os advogados sustentaram que não existem elementos concretos que indiquem a participação da empresária nos crimes investigados.

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De acordo com Fernando Faria, as principais suspeitas apontadas pela investigação estariam relacionadas ao irmão de Thatiana, Marcio Theodoro, que continua preso no Tocantins por suspeita de envolvimento com tráfico internacional.

A defesa argumentou ainda que a prisão não poderia ser fundamentada apenas na gravidade dos crimes investigados ou no vínculo familiar entre os envolvidos. Para os advogados, seria necessário demonstrar que a liberdade da empresária poderia comprometer as investigações, representar risco à ordem pública ou prejudicar o andamento do processo.

Caso fossem consideradas necessárias restrições, a defesa também apontou a possibilidade de aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão. Outro argumento apresentado foi o fato de Thatiana ser responsável pelos cuidados da filha menor de idade.

A forma como o celular da empresária foi apreendido e manuseado durante a operação também será questionada pela defesa.

Segundo o advogado, o aparelho teria sido acessado antes de ser formalmente lacrado e sem uma autorização judicial específica para a análise imediata do conteúdo.

A defesa pretende contestar a legalidade do procedimento e a preservação da prova digital. O objetivo é verificar se houve comprometimento da integridade e da rastreabilidade dos dados que eventualmente tenham sido extraídos do aparelho.

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O advogado também afirma que a abordagem de Thatiana teria começado ainda na rua e continuado sem a presença de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), apesar de ela exercer a advocacia.

Thatiana foi presa na terça-feira (25), durante a Operação Bóreas, que investiga uma organização suspeita de atuar no transporte internacional de drogas e armas.

A investigação busca esclarecer a participação de cada um dos envolvidos e identificar as conexões existentes entre os investigados.

A decisão que determinou a soltura da empresária não encerra a apuração. Thatiana continua sendo investigada no âmbito da operação.

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POLÍCIA

Sobrinho é preso suspeito de matar o próprio tio a tiros quando ele embarcava para o trabalho

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O sobrinho da vítima foi preso pela Polícia Civil suspeito de matar o próprio tio a tiros, nesta sexta-feira (28), em Sapezal, a 495 km de Cuiabá. O crime aconteceu no momento em que José Cícero da Silva, de 42 anos, se preparava para entrar em um ônibus para ir ao trabalho.

O autor foi identificado como José Marcio dos Santos, sobrinho da vítima. Segundo a polícia, ele foi localizado e preso horas após o crime.

Conforme o delegado responsável pelo caso, Hugo Montenegro, o suspeito teria cometido o crime por uma questão passional. As circunstâncias e a motivação do homicídio ainda são investigadas.

Câmeras de segurança de um estabelecimento da região registraram o momento em que José Cícero se preparava para embarcar no ônibus. Nas imagens, o suspeito se aproxima com uma pistola nas mãos e, segundo a polícia, atira contra a vítima.

Após o crime, equipes da Polícia Civil fizeram buscas e localizaram José Marcio horas depois. Ele foi preso e levado à delegacia para prestar depoimento.

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Até a publicação desta reportagem, o suspeito ainda não havia passado por audiência de custódia.

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