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Mulher foge de cárcere privado usando carro de luxo do suspeito para arrombar portão

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Uma mulher de 36 anos conseguiu fugir de uma residência onde afirma ter sido mantida em cárcere privado, em Campo Novo do Parecis, a 397 quilômetros de Cuiabá, neste domingo (23). Para escapar, ela teria usado um carro de luxo pertencente ao suspeito e arrombado o portão da casa. Depois, abandonou o veículo e procurou ajuda em um hotel.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher estava em uma festa quando conheceu o suspeito e iniciou uma aproximação com ele. Posteriormente, teria aceitado o convite para ir até a casa do homem.

Ainda conforme o relato apresentado aos policiais, após chegarem ao imóvel, o suspeito teria trancado as portas da residência e, em seguida, a porta do quarto, impedindo que ela deixasse o local. A mulher também afirmou que ele teria tentado manter relação sexual com ela.

A vítima, no entanto, relatou que não sofreu agressões físicas ou violência sexual e que a relação entre os dois ocorreu de maneira consensual. Segundo o depoimento, a denúncia se refere à suposta privação de liberdade.

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Em determinado momento, o homem teria adormecido. A mulher aproveitou a oportunidade para sair do quarto e fugir da residência.

Para deixar o imóvel, ela entrou em um veículo pertencente ao suspeito e teria usado o carro para romper o portão da casa.

Após conseguir escapar, a vítima abandonou o automóvel e seguiu até um hotel localizado na Avenida Brasil, onde pediu ajuda. A Polícia Militar foi acionada e enviou uma equipe até o endereço indicado.

Os policiais fizeram buscas pelo suspeito, mas ele não foi localizado.

Dentro da residência, a equipe encontrou uma bolsa com documentos pessoais e o celular da vítima.

O veículo utilizado na fuga foi localizado inicialmente nas proximidades da Igreja Matriz, aparentemente com problemas mecânicos. Quando os policiais retornaram ao ponto, porém, o carro já havia sido retirado.

O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que investiga a denúncia de sequestro e cárcere privado e trabalha para localizar o suspeito.

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POLÍCIA

Dois suspeitos de torturar homem durante “salve” morrem em confronto com a PM

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Dois homens morreram após serem baleados durante um confronto com a Polícia Militar, na tarde de quinta-feira (8), em um hotel no município de Sapezal, a 480 quilômetros de Cuiabá. Eles são suspeitos de manter um homem de 34 anos em cárcere privado e submetê-lo a sessões de tortura, em uma prática conhecida como “salve”, associada a punições impostas por facções criminosas.

Os mortos foram identificados como José Miguel Javier Salazar, de 28 anos, e Jociney Kenned de Almeida Araújo, de 30 anos. A vítima foi encontrada amarrada e com diversos ferimentos dentro de um quarto do Hotel Dallas, onde ocorreu a intervenção policial.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada após receber uma denúncia de que um homem estaria sendo mantido contra a própria vontade no estabelecimento e sofrendo agressões.

Ao chegar ao hotel, os militares ouviram vozes vindas de um dos quartos. Durante a verificação, encontraram a vítima com as mãos e os pés amarrados, apresentando escoriações pelo corpo e sinais de asfixia.

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Segundo a versão registrada pela Polícia Militar, os dois suspeitos estavam armados com um revólver calibre .357 no momento da abordagem.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, um deles teria apontado a arma em direção a um dos policiais, mesmo após receber ordens para soltá-la.

Diante da ameaça relatada, os militares efetuaram disparos contra os suspeitos.

José Miguel e Jociney foram atingidos e receberam atendimento de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros.

Os dois foram encaminhados ao Hospital Santa Marceliana, mas não resistiram aos ferimentos.

O homem de 34 anos foi resgatado com vida e recebeu atendimento médico. A gravidade de seu estado de saúde não foi informada.

No quarto, os policiais encontraram o revólver calibre .357, que continha cinco munições. A arma foi preservada no local para os procedimentos periciais.

Durante o atendimento da ocorrência, a proprietária do Hotel Dallas compareceu ao estabelecimento e apresentou aos policiais um relato de ameaças que teria sofrido dias antes.

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Segundo a mulher, integrantes de uma facção criminosa a ameaçaram de morte e a expulsaram do próprio hotel.

A informação foi registrada pelas autoridades e deverá ser considerada durante a investigação para esclarecer se as ameaças têm relação com o sequestro e as agressões sofridas pela vítima.

A ocorrência foi registrada pelos crimes de sequestro e cárcere privado, tortura mediante sequestro, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido, desobediência e lesão corporal.

As circunstâncias do confronto que terminou com a morte dos dois suspeitos, assim como a possível participação de uma facção criminosa no caso, serão investigadas pelas autoridades competentes.

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