A advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, uma das sócias do restaurante Tatu Bola Bar, declarou, durante audiência de custódia, que não sabe o que motivou a decretação da prisão preventiva contra ela pela Justiça Federal. Alvo da Operação Bóreas, ela afirmou que nunca havia sido detida nem convocada para prestar esclarecimentos.
Thatiana foi presa pela Polícia Federal na terça-feira (25), em Cuiabá, no âmbito de investigação que busca desarticular uma organização criminosa especializada na logística de transporte aéreo internacional de drogas e armas de fogo.
Embora tenha dito que desconhece o fundamento da prisão, a empresária afirmou acreditar que o caso possa ter relação com o irmão, que está detido no Tocantins. O homem foi preso com drogas em um avião.
“Eu não sei do que se trata. Tenho um irmão que está preso fora. Imagino que tivesse algo ligado a ele por conta de um mandado lá de Tocantins”, disse.
Na audiência, Thatiana argumentou que mora em Cuiabá há cerca de 20 anos, tem comércio na cidade, endereço fixo e mantém as redes sociais abertas ao público. Em outro momento, garantiu que nunca havia passado por uma delegacia e que não tinha sido chamada anteriormente para prestar esclarecimentos sobre qualquer investigação.
“Eu não faço ideia do fundamento. Com todo respeito ao Poder Judiciário, foi decretada uma preventiva. Eu nunca pisei numa delegacia, eu nunca tive um nome no Serasa, para hoje estar aqui na Polícia Federal”, afirmou.
A empresária também relatou estar vivendo uma situação completamente distante da sua realidade.
“Eu tô me sentindo num mundo totalmente fora da minha realidade. Eu tenho horário para chegar no trabalho, eu tenho um comércio que é público, minhas redes sociais são abertas, eu tenho residência fixa, eu declaro um imposto de renda.”
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência de Thatiana, em Cuiabá, a Polícia Federal apreendeu R$ 84,8 mil em dinheiro, além de um Volkswagen T-Cross, um aparelho celular e joias.
Do total em espécie, R$ 9,8 mil estavam sobre uma mesa de cabeceira. Thatiana alegou aos policiais que o valor era um presente de noivado.
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