POLÍCIA

Ex-funcionária que desviou dinheiro de empresa e comprou carro e viagens é alvo de mandado judicial

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Policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf) cumpriram mandado de busca e apreensão contra a ex-funcionária de uma empresa na Capital, investigada por furto qualificado. A equipe da Derf apreendeu um veículo Gol que a mulher adquiriu com dinheiro desviado da empresa onde trabalhava.

A unidade especializada instaurou inquérito após receber registro de ocorrência feito pela proprietária da empresa narrando os atos cometidos pela suspeita, de 28 anos, que ocupava o cargo de gerente administrativa da empresa da área ambiental.

Conforme apurou a investigação, ela era responsável por fazer os pagamentos da empresa, então, tinha livre acesso a uma conta específica onde a vítima transferia mensalmente valores para quitação de boletos de despesas que eram apresentados pela suspeita. Após a quitação dos boletos, a ex-gerente apresentava recibos e extrato da conta.

Contudo, conforme auditoria contábil, a suspeita passou a falsificar os boletos, colocando valores maiores, falsificando recibos de pagamento e também os extratos bancários para que apresentassem o saldo fictício zerado. Assim, ela ficava com a diferença dos valores que custearam viagens e a aquisição de um veículo e ainda fez transferências para terceiros.

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Com base nas informações e documentos reunidos, o delegado Daniel Lucas Paranhos representou por mandado de busca e apreensão na residência da investigada, que foi deferido pelo juízo do Núcleo de Inquéritos Policiais da Capital.

Nesta terça-feira, a equipe da Derf cumpriu a ordem judicial na residência, no bairro Boa Esperança onde foram apreendidos o veículo Gol, que ela adquiriu com dinheiro desviado da empresa, e um aparelho celular que será analisado na investigação.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

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Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

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Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

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A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

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