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Juiz cumpre decisão do STJ e anula condenação de 7 anos de prisão de “WT”

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O juiz João Francisco Campos de Almeida, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, excluiu uma condenação de sete anos de prisão de Paulo Witer Farias Paelo, o “WT”, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso.

A condenação, referente a um crime de roubo, já estava no regime de execução de pena, em regime fechado.

Com a decisão, W.T já conseguiu retirar 21 anos de prisão de sua execução da pena.

Na decisão, o juiz reconheceu que a condenação foi anulada. Porém, ainda estava unificada no executivo de pena.

“(…) em consulta ao PJe, na mencionada ação penal, verifico a veracidade das informações acostadas pela defesa, assim, desde já determino a retirada da presente execução penal, da guia definitiva relativa à citada ação penal, devendo ser atualizado o cálculo da pena privativa de liberdade”, diz a decisão.

Em fevereiro deste ano, o mesmo magistrado cumpriu ordem do Superior Tribunal de Justiça e retirou do processo de execução de pena de “WT” uma condenação de 14 anos de reclusão. O processo, neste caso, era referente à Operação Red Money, que apurou lavagem de dinheiro de facção criminosa.

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Atualmente, Paulo Witer encontra-se preso em razão de uma prisão preventiva decretada na Operação Apito Final.

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POLÍCIA

Dois suspeitos de torturar homem durante “salve” morrem em confronto com a PM

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Dois homens morreram após serem baleados durante um confronto com a Polícia Militar, na tarde de quinta-feira (8), em um hotel no município de Sapezal, a 480 quilômetros de Cuiabá. Eles são suspeitos de manter um homem de 34 anos em cárcere privado e submetê-lo a sessões de tortura, em uma prática conhecida como “salve”, associada a punições impostas por facções criminosas.

Os mortos foram identificados como José Miguel Javier Salazar, de 28 anos, e Jociney Kenned de Almeida Araújo, de 30 anos. A vítima foi encontrada amarrada e com diversos ferimentos dentro de um quarto do Hotel Dallas, onde ocorreu a intervenção policial.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada após receber uma denúncia de que um homem estaria sendo mantido contra a própria vontade no estabelecimento e sofrendo agressões.

Ao chegar ao hotel, os militares ouviram vozes vindas de um dos quartos. Durante a verificação, encontraram a vítima com as mãos e os pés amarrados, apresentando escoriações pelo corpo e sinais de asfixia.

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Segundo a versão registrada pela Polícia Militar, os dois suspeitos estavam armados com um revólver calibre .357 no momento da abordagem.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, um deles teria apontado a arma em direção a um dos policiais, mesmo após receber ordens para soltá-la.

Diante da ameaça relatada, os militares efetuaram disparos contra os suspeitos.

José Miguel e Jociney foram atingidos e receberam atendimento de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros.

Os dois foram encaminhados ao Hospital Santa Marceliana, mas não resistiram aos ferimentos.

O homem de 34 anos foi resgatado com vida e recebeu atendimento médico. A gravidade de seu estado de saúde não foi informada.

No quarto, os policiais encontraram o revólver calibre .357, que continha cinco munições. A arma foi preservada no local para os procedimentos periciais.

Durante o atendimento da ocorrência, a proprietária do Hotel Dallas compareceu ao estabelecimento e apresentou aos policiais um relato de ameaças que teria sofrido dias antes.

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Segundo a mulher, integrantes de uma facção criminosa a ameaçaram de morte e a expulsaram do próprio hotel.

A informação foi registrada pelas autoridades e deverá ser considerada durante a investigação para esclarecer se as ameaças têm relação com o sequestro e as agressões sofridas pela vítima.

A ocorrência foi registrada pelos crimes de sequestro e cárcere privado, tortura mediante sequestro, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido, desobediência e lesão corporal.

As circunstâncias do confronto que terminou com a morte dos dois suspeitos, assim como a possível participação de uma facção criminosa no caso, serão investigadas pelas autoridades competentes.

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