Ana Leite Caminho, de 78 anos, morreu após ser atingida por um disparo de espingarda na tarde de segunda-feira (31), no Distrito de Horizonte do Oeste, zona rural de Cáceres, a 220 km de Cuiabá. O marido dela, de 66 anos, foi preso suspeito de ser responsável pelo disparo.
Segundo o relato apresentado pelo homem à polícia, o casal estava em casa quando a idosa teria visto um lagarto teiú no galinheiro, onde o animal estaria comendo ovos. Ela então teria pedido ao marido que matasse o bicho.
O suspeito contou que pegou uma espingarda calibre 28 e efetuou um disparo ainda dentro da residência. Conforme a versão apresentada, Ana teria passado na frente da arma no momento do tiro e acabou atingida acidentalmente.
Após o disparo, o homem teria pedido ajuda a um vizinho por telefone. O morador foi até a propriedade e auxiliou no transporte da vítima. Os dois colocaram Ana em um veículo e seguiram em busca de atendimento médico.
Durante o trajeto, eles encontraram uma ambulância, onde a idosa foi colocada para receber os primeiros cuidados. O marido e o vizinho continuaram o deslocamento até o Hospital Regional de Cáceres.
O veículo passou em alta velocidade por um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Uma equipe acompanhou a situação e foi até o hospital, onde os policiais ouviram o marido da vítima.
Ana não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. Diante do relato e das circunstâncias apuradas inicialmente, o homem foi preso. O celular dele também foi apreendido.
Na sequência, equipes da Polícia Civil e da perícia foram até a propriedade do casal para realizar os levantamentos.
No imóvel, os policiais encontraram uma espingarda calibre 28 atrás do sofá da sala, acompanhada de uma munição já deflagrada. A arma é apontada, inicialmente, como a utilizada no disparo que atingiu a idosa.
Também foram localizadas uma segunda espingarda, calibre 22, no quarto do casal, além de 33 munições calibre 22 e outras 15 munições calibre 28.
A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer as circunstâncias do disparo e determinar a dinâmica da morte. A versão apresentada pelo suspeito será confrontada com os elementos reunidos durante a perícia e as demais diligências.
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