POLÍCIA

Motorista da assembleia é preso por suspeita de envolvimento no assalto a casa de Janaína Riva

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Polícia pendeu na tarde de segunda-feira (6), Odnilton Gonçalo Carvalho Campos, servidor da Assembleia Legislativa lotado no gabinete da deputada Janaina Riva (MDB). Ele é suspeito de envolvimento no roubo ocorrido na casa da parlamentar no dia 24 de dezembro.

Conforme apurado pela reportagem do , a prisão de Odnilton caiu como uma bomba na família Riva, que tinha ele como um funcionário de confiança. O mandado foi cumprido no mesmo endereço em que o crime aconteceu, no bairro Santa Rosa, em Cuiabá.

O mandado foi expedido pela Justiça a pedido da Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf), que deflagrou a Operação Judas Iscariotes na manhã de segunda-feira, com o objetivo de cumprir 5 mandados de prisão e 4 de busca. 

A reportagem tentou contato com o delegado Guilherme Fachinelli, que preside o inquérito, mas não obteve sucesso. Já a assessoria da Polícia Civil informou que não irá divulgar informações sobre a operação, já que a investigação do caso ainda está em andamento.

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Fontes próximas da Família Riva contaram que já havia a suspeita de que Odnilton havia participado do crime, uma vez que os bandidos usaram o controle do portão eletrônico para entrar na residência.

O ex-deputado José Riva, sua esposa, Janete e seus netos, estavam viajando. Na madrugada de Natal, estavam na casa apenas a deputada Janaina Riva e o marido, Diógenes Fagundes.

Em nota, a deputada afirmou que recebeu com surpresa a notícia da prisão. Além disso, diz confiar no trabalho da polícia e que não irá se manifestar.

Confira a nota na ítegra:

"A deputada estadual Janaina Riva (MDB) informa que é com surpresa que recebeu a informação da prisão de um dos servidores, supostamente por envolvimento no assalto à residência da parlamentar, ocorrido na madruga do dia 24 de dezembro, em Cuiabá. Janaina informa que por enquanto não vai se manifestar sobre assunto até conhecer o teor do inquérito policial que levou à essas prisões. "Confio no trabalho da polícia, porém, ainda não tomei conhecimento sobre qual teria sido o envolvimento dele e muito menos das provas que subsidiaram os mandados de prisão. Vou aguardar a conclusão do inquérito", finaliza."

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POLÍCIA

Dois suspeitos de torturar homem durante “salve” morrem em confronto com a PM

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Dois homens morreram após serem baleados durante um confronto com a Polícia Militar, na tarde de quinta-feira (8), em um hotel no município de Sapezal, a 480 quilômetros de Cuiabá. Eles são suspeitos de manter um homem de 34 anos em cárcere privado e submetê-lo a sessões de tortura, em uma prática conhecida como “salve”, associada a punições impostas por facções criminosas.

Os mortos foram identificados como José Miguel Javier Salazar, de 28 anos, e Jociney Kenned de Almeida Araújo, de 30 anos. A vítima foi encontrada amarrada e com diversos ferimentos dentro de um quarto do Hotel Dallas, onde ocorreu a intervenção policial.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada após receber uma denúncia de que um homem estaria sendo mantido contra a própria vontade no estabelecimento e sofrendo agressões.

Ao chegar ao hotel, os militares ouviram vozes vindas de um dos quartos. Durante a verificação, encontraram a vítima com as mãos e os pés amarrados, apresentando escoriações pelo corpo e sinais de asfixia.

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Segundo a versão registrada pela Polícia Militar, os dois suspeitos estavam armados com um revólver calibre .357 no momento da abordagem.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, um deles teria apontado a arma em direção a um dos policiais, mesmo após receber ordens para soltá-la.

Diante da ameaça relatada, os militares efetuaram disparos contra os suspeitos.

José Miguel e Jociney foram atingidos e receberam atendimento de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros.

Os dois foram encaminhados ao Hospital Santa Marceliana, mas não resistiram aos ferimentos.

O homem de 34 anos foi resgatado com vida e recebeu atendimento médico. A gravidade de seu estado de saúde não foi informada.

No quarto, os policiais encontraram o revólver calibre .357, que continha cinco munições. A arma foi preservada no local para os procedimentos periciais.

Durante o atendimento da ocorrência, a proprietária do Hotel Dallas compareceu ao estabelecimento e apresentou aos policiais um relato de ameaças que teria sofrido dias antes.

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Segundo a mulher, integrantes de uma facção criminosa a ameaçaram de morte e a expulsaram do próprio hotel.

A informação foi registrada pelas autoridades e deverá ser considerada durante a investigação para esclarecer se as ameaças têm relação com o sequestro e as agressões sofridas pela vítima.

A ocorrência foi registrada pelos crimes de sequestro e cárcere privado, tortura mediante sequestro, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido, desobediência e lesão corporal.

As circunstâncias do confronto que terminou com a morte dos dois suspeitos, assim como a possível participação de uma facção criminosa no caso, serão investigadas pelas autoridades competentes.

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