TUDO 2

Operação da Gaeco mira integrantes de facção criminosa e cumpre 25 ordens judiciais

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo Civil, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (24), na cidade Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá) a “2ª fase da “Operação Tudo 2”,para cumprimento de 25 ordens judiciais contra integrantes de uma organização criminosa que atua no Estado de Mato Grosso, na cidade de Barra do Garças.

Estão sendo cumpridas agora pela manhã 25 ordens judiciais, 10 são de buscas e apreensões e 15 de quebras de sigilos que têm como alvos lideranças de uma organização criminosa. Todas as ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) de Cuiabá e são resultado de trabalho investigativo e enfrentamento ao crime organizado efetivado pelo Gaeco. Os mandados estão sendo cumpridos em Mato Grosso, nas cidades de Barra do Garças, Cuiabá e Rondonópolis.

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A 2ª fase da “Operação Tudo 2” é fruto de trabalho técnico investigativo desenvolvido pela equipe do Gaeco de Barra do Garças com informações e provas evidenciadas nos anos de 2023 e 2024 a partir da deflagração da 1ª fase da operação (em novembro de 2023), ocasião em que o criminoso morreu em confronto.

Esta 2ª fase das investigações tem como objetivo combater ações da organização criminosa que atuou na prática de crimes de homicídios, tráfico de drogas, extorsões, porte de arma.

Todos os alvos integram organização criminosa, inclusive alguns exercem cargos de liderança na estrutura criminosa.

O Ministério Público, por meio do Gaeco, em atuação conjunta com demais instituições públicas está atento à criminalidade organizada e tem compromisso institucional de combater com rigor qualquer tentativa criminosa que vise abalar a paz social do cidadão de bem, pois o crime organizado, dentro dos preceitos legais, será reprimido adequadamente!

O nome da operação: “Tudo 2” se refere a uma gíria utilizada por integrantes de uma facção criminosa, que significa que está tudo certo, está tudo bem e sempre que iriam praticar crimes informavam que estava “Tudo 2”, ou seja, poderiam dar continuidade em suas práticas ilícitas.

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Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

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Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

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Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

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A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

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