“pagamento espiritual”

Pai de santo é condenado a mais de 8 anos de prisão por abusar de adolescentes em Cuiabá

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O líder religioso Luiz Antônio Rodrigues Silva foi condenado a oito anos e nove meses de prisão, em regime inicial fechado, por crimes de violação sexual mediante fraude contra duas adolescentes, em decisão proferida pela Justiça de Cuiabá nesta sexta-feira (10).

De acordo com a sentença, o condenado, que também é advogado, utilizava sua posição de liderança em um terreiro de Umbanda para se aproximar das vítimas e manipulá-las emocional e espiritualmente. Ele convencia as adolescentes de que atos sexuais seriam necessários como parte de supostas obrigações determinadas por entidades religiosas.

A Justiça entendeu que houve comprometimento da liberdade das vítimas, uma vez que o consentimento foi obtido por meio de fraude e abuso de confiança.

As investigações apontaram que o réu seguia um padrão de comportamento. Em um dos casos, a adolescente foi levada a um motel sob o pretexto de realizar um “pagamento espiritual” relacionado a atendimentos religiosos. Em outra situação, a relação começou ainda na adolescência da vítima e se prolongou por anos, sempre sob a justificativa de autorização espiritual.

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Para o juiz responsável pelo caso, ficou comprovado que a manipulação da fé foi determinante para a prática dos crimes. A repetição das condutas contra vítimas diferentes levou ao reconhecimento de continuidade delitiva, o que aumentou a pena.

Além da condenação, a Justiça determinou a perda do cargo público ocupado pelo réu, que atuava como auditor em um órgão municipal, por considerar a conduta incompatível com a função. Também foi fixada indenização mínima por danos morais às vítimas.

O Ministério Público destacou que a decisão representa um avanço no combate a crimes praticados sob o uso indevido da religião.

“A sentença reconhece a gravidade da violência sexual cometida por meio da manipulação da fé, especialmente contra adolescentes em situação de vulnerabilidade”, afirmou o promotor responsável pelo caso.

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POLÍCIA

Operação mira fraude em licitação e cumpre 10 mandados em três cidades de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Areia Movediça, que investiga um esquema de fraudes em licitação e na execução de contratos públicos no município de Araguaiana.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados judiciais nas cidades de Araguaiana, Pontal do Araguaia e Água Boa, sendo cinco de busca e apreensão e cinco de quebra de sigilo telemático, autorizados pela Justiça de Barra do Garças.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Araguaiana, apura crimes como fraude ao caráter competitivo de licitação, falsidade ideológica e uso de documento falso.

O caso teve início após o registro de um boletim de ocorrência que apontava inconsistências no processo licitatório. A partir disso, foi instaurado inquérito policial, com coleta de depoimentos, análise documental e diligências técnicas.

Segundo a Polícia Civil, os indícios apontam irregularidades no Pregão Presencial nº 09/2025, que resultou na contratação de uma empresa para a realização de um evento esportivo no município.

Entre as suspeitas identificadas estão a simulação de pesquisa de preços, uso de orçamentos sem autorização dos supostos emissores e padronização de documentos apresentados por empresas diferentes, o que pode indicar combinação prévia entre os participantes.

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As investigações também apontam possíveis sinais de direcionamento do processo licitatório, além de inconsistências no cronograma, sugerindo que serviços e materiais já estariam disponíveis antes mesmo da conclusão formal da licitação.

Outro ponto que chamou atenção foi a suspeita de sobrepreço em itens como materiais esportivos, camisetas e troféus, com valores acima dos praticados no mercado.

Há ainda indícios de irregularidades na execução financeira do contrato, especialmente na destinação de recursos para premiações, com divergências entre os valores divulgados e os efetivamente pagos aos participantes do evento.

A Polícia Civil segue com as investigações para aprofundar a apuração dos fatos e identificar todos os envolvidos no possível esquema.

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