CÓDIGO SEGURO 3

PC deflagra megaoperação contra rede nacional de crimes virtuais e fraudes milionárias

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta terça-feira (21), a terceira fase da Operação Código Seguro, com foco na desarticulação de um grupo criminoso interestadual que atuava na comercialização de dados sensíveis, clonagem de cartões, fraudes online e lavagem de dinheiro por meio de plataformas digitais.

Coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), a ação cumpre 48 ordens judiciais emitidas pelo Núcleo de Justiça do Juiz de Garantias de Cuiabá, com alvos distribuídos em nove estados brasileiros, entre eles São Paulo, Paraná, Ceará, Maranhão, Rio de Janeiro, Bahia, Amazonas, Minas Gerais e Santa Catarina.

As investigações, iniciadas em 2023 após o acesso indevido a sistemas policiais por meio de credenciais vazadas, revelaram que os criminosos atuavam em diversos ramos do cibercrime. Um dos primeiros eixos identificados foi a manipulação de informações veiculares: os suspeitos acessavam sistemas restritos do governo para alterar dados de chassis, placas e motores, a fim de legalizar veículos roubados.

No decorrer da apuração, os investigadores descobriram que o grupo também operava em fraudes com cartões de crédito clonados, comércio ilegal de dados pessoais e bancários, além de golpes em aplicativos de transporte e plataformas de recarga de celular.

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A terceira fase da Operação Código Seguro cumpre:

  • 7 mandados de prisão
  • 15 mandados de busca e apreensão
  • 15 ordens de afastamento telemático
  • 3 remoções de sites ilegais do ar
  • 7 derrubadas de canais do Telegram
  • 1 remoção de grupo de WhatsApp
  • Sequestro de valores superiores a R$ 5,9 milhões

Segundo as investigações, parte do dinheiro obtido com os golpes era reintroduzida na economia formal por meio de plataformas de apostas esportivas e corretoras de criptomoedas, simulando ganhos lícitos e dificultando o rastreio do capital.

O delegado titular da DRCI, Guilherme Fachinelli, classificou a operação como um marco no enfrentamento aos crimes cibernéticos no estado. Ele destacou o uso de inteligência policial e investigação tecnológica como ferramentas centrais no desmantelamento da organização.

“A ação demonstra a capacidade da nossa equipe em mapear, identificar e desarticular redes criminosas que atuam no ambiente virtual com alto grau de sofisticação. Trata-se de um trabalho de preservação da segurança digital, da integridade institucional e do patrimônio da sociedade”, afirmou o delegado.

Ação integrada com forças de segurança de nove estados

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A operação conta com a participação de diversas unidades da Polícia Civil de Mato Grosso, incluindo a DRCI, Deccor, Defaz, Denarc, GCCO e Diretoria de Inteligência, além de apoio direto das Polícias Civis de nove estados brasileiros.

A atuação conjunta foi coordenada pela Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor/PCMT), garantindo o cumprimento simultâneo dos mandados em diversas cidades do país, entre elas: São Paulo (SP), Fortaleza (CE), Cabo Frio (RJ), Manaus (AM), Jaraguá do Sul (SC), Coronel Murta (MG), Francisco Alves (PR), Lauro de Freitas e Apuarema (BA), e Riachão (MA).

As duas primeiras fases da Operação Código Seguro ocorreram em julho e novembro de 2024, e resultaram em apreensões de equipamentos, documentos e provas digitais que impulsionaram o avanço das investigações.

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Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

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Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

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Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

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A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

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