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PF prende conselheiro do TCE que jogou R$ 450 mil em cheques no lixo

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A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (1º), o conselheiro afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Valdir Teis. A prisão foi determinada pelo ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior de Justiça (STJ), atendendo ao pedido do Ministério Público Federal (MPF), no âmbito da Operação Ararath. 

O conselheiro teria tentado sumir com cheques, que seriam provas de crimes, jogando os talões na lixeira do prédio onde mora, em Cuiabá. A tentativa de obstrução de Justiça foi flagrada pelos policiais, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão no ultimo dia 17 de junho. A soma dos cheques assinados ultrapassaria a quantia de R$ 450 mil. 

Propina para Silval – Waldir e outros quatro conselheiros do TCE foram afastados das funções por decisão da Justiça, por serem suspeitos de cobrar propina do ex-governador Silval Barbosa, na ordem de R$ 50 milhões, pela aprovação da contas do Governo do Estado na ocasião da realização das obras da Copa do Mundo de 2014, em Cuiabá. Todos os pedidos para retornarem aos antigos cargos de conselheiros estão sendo negados pelo Poder Judiciário. 

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Polícia Civil deflagra operação contra lavagem de dinheiro de facção em quatro estados

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A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (26), a Operação Dissolução Forçada, voltada a desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma facção criminosa. Ao todo, 48 ordens judiciais estão sendo cumpridas em Mato Grosso, Paraná, Goiás e São Paulo.

Entre as ações estão 18 mandados de busca e apreensão e 24 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, que podem somar até R$ 12 milhões. A Justiça também determinou a suspensão das atividades comerciais de seis empresas.

As decisões foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop, a partir das investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop.

As ordens são cumpridas simultaneamente em Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Matupá, em Mato Grosso, além de Loanda (PR), Goiânia (GO) e São Paulo (SP).

As equipes policiais foram coordenadas a partir de pontos de comando instalados em Sinop e Cuiabá, com apoio de investigadores e policiais civis das delegacias das cidades onde as medidas são executadas.

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Segundo as investigações, a facção estaria envolvida com tráfico de drogas, lavagem de capitais e outros crimes. O grupo teria movimentado mais de R$ 12 milhões entre 2024 e 2025.

A apuração identificou ainda o uso de pessoas jurídicas para movimentar e ocultar recursos provenientes das atividades criminosas, dando aparência de legalidade ao dinheiro. Por isso, além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de valores e a suspensão das atividades das seis empresas apontadas na investigação.

De acordo com a Polícia Civil, as medidas buscam interromper o fluxo financeiro usado pela organização criminosa e dificultar a movimentação dos recursos obtidos de forma ilícita. A estratégia também pretende atingir diretamente o patrimônio e a estrutura financeira da facção.

Para os investigadores, a descapitalização é considerada fundamental para reduzir a capacidade de reorganização do grupo e impedir o reinvestimento do dinheiro proveniente de crimes.

As investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira utilizada pela organização criminosa.

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