"UMA DESGRAÇA"

Pivetta detona bets e culpa apostas online pelo endividamento das famílias em MT

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), subiu o tom contra a proliferação das casas de apostas online, as chamadas “bets”, classificando o fenômeno como uma verdadeira “desgraça” para a economia popular. Em uma declaração contundente, Pivetta apontou que o vício em jogos eletrônicos e apostas esportivas tornou-se o principal vilão do orçamento doméstico, sendo o maior responsável pelo índice alarmante de endividamento e empobrecimento das famílias mato-grossenses nos últimos meses.

Pivetta destacou que o impacto das apostas vai além da perda financeira individual, atingindo diretamente o comércio local e o consumo de itens essenciais. Segundo o governador, o dinheiro que antes circulava na economia real — na compra de alimentos, roupas e serviços — agora está sendo drenado para plataformas de jogos que, em sua maioria, operam fora do país. Ele alertou que o fácil acesso via dispositivos móveis criou uma armadilha psicológica que atinge principalmente as camadas mais vulneráveis da população.

A preocupação do governo estadual reflete um cenário nacional de alerta, mas Pivetta reforçou que em Mato Grosso a situação exige atenção urgente das autoridades e da sociedade civil. Ele defendeu uma fiscalização mais rigorosa e campanhas de conscientização para frear o avanço desenfreado dessas plataformas. Para o gestor, o modelo atual de apostas funciona como um mecanismo de transferência de renda da população pobre para grandes conglomerados de jogos, sem gerar qualquer benefício social ou econômico para o estado.

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As declarações de Otaviano Pivetta ocorrem em um momento de intenso debate sobre a regulamentação do setor no Brasil. O governador reiterou que, enquanto não houver um controle efetivo que proteja o cidadão do vício e do superendividamento, as bets continuarão sendo um problema de saúde pública e de estabilidade financeira. A fala repercutiu imediatamente nos setores econômicos e políticos, sinalizando que o Governo de Mato Grosso deve adotar uma postura mais vigilante sobre o tema.

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POLÍCIA

PC captura em VG dupla envolvida em chacina de trabalhadores na Paraíba

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Agentes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco prenderam, na manhã desta quinta-feira (7), dois jovens de 18 anos acusados de participar de uma execução brutal que vitimou quatro trabalhadores baianos na região metropolitana de João Pessoa. Os criminosos, identificados pelas iniciais J.I.M.S. e R.O.S.F., estavam escondidos em uma quitinete no bairro Marajoara, em Várzea Grande, após fugirem do estado nordestino para escapar da justiça paraibana.

A localização dos suspeitos foi possível graças a uma operação integrada de inteligência entre as polícias civis de Mato Grosso e da Paraíba. Durante a abordagem no esconderijo, os policiais descobriram que ambos utilizavam documentos de identidade falsos para tentar ocultar suas verdadeiras identidades. Um dos alvos, J.I.M.S., possuía um mandado de busca e internação por ter participado do crime quando ainda era menor de idade — ele completou a maioridade há apenas 11 dias. O segundo comparsa estava com a prisão temporária decretada.

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A chacina que motivou a caçada ocorreu na madrugada de 3 de abril, no bairro Brisamar, em João Pessoa. As investigações apontam que as vítimas, quatro trabalhadores naturais da Bahia, foram levadas para uma área de mata e executadas a tiros; três delas foram encontradas com as mãos amarradas para trás. A ordem para o massacre teria partido de um líder de facção criminosa foragido no Rio de Janeiro, sob a justificativa de uma suposta dívida de tráfico de apenas uma das vítimas, resultando na morte dos outros três inocentes.

Os dois detidos foram conduzidos à unidade policial em Cuiabá e permanecem à disposição do Judiciário para o processo de transferência para a Paraíba. Além das ordens de prisão e internação cumpridas, os suspeitos devem responder agora pelo crime de uso de documento falso em Mato Grosso. A Polícia Civil continua as diligências para localizar outros envolvidos na execução que ainda permanecem foragidos, reforçando o intercâmbio de informações entre os estados no combate ao crime organizado.

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