OPERAÇÃO BOCA MALDITA

Polícia cumpre mandados contra suspeitos de difamação e calúnia pela internet

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16), a Operação Boca Maldita, com o objetivo de avançar nas investigações sobre uma série de ataques virtuais direcionados a moradores, servidores públicos e agentes políticos de Mirassol D’Oeste e municípios da região.

Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, incluindo autorização para análise de equipamentos eletrônicos, além de duas medidas cautelares determinadas pela Justiça. As ordens foram executadas simultaneamente em Mirassol D’Oeste e Cuiabá.

As investigações são conduzidas pela Delegacia de Polícia de Mirassol D’Oeste e apuram a suposta prática reiterada de crimes contra a honra, como injúria, difamação e calúnia, cometidos por meio da internet.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos teriam utilizado redes sociais e outras plataformas digitais para divulgar conteúdos ofensivos contra diversas pessoas, ampliando o alcance das acusações e causando danos à imagem e à reputação das vítimas.

As apurações indicam que os ataques atingiram cidadãos de diferentes segmentos, incluindo servidores públicos e políticos da região, o que chamou a atenção das autoridades pela frequência das publicações e pelo impacto provocado no ambiente virtual.

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De acordo com o delegado Gustavo Ataíde, responsável pelo caso, a atuação dos investigados em mais de um município levanta a hipótese da existência de uma estrutura organizada voltada à prática sistemática de crimes contra a honra pela internet.

“O ambiente virtual não é uma terra sem lei. O anonimato nas redes sociais é apenas aparente. Crimes praticados pela internet deixam rastros e podem resultar na responsabilização criminal de seus autores”, destacou o delegado.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas diligências poderão ser realizadas para esclarecer todos os fatos. O material reunido será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

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Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

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Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

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Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

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A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

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