OPERAÇÃO NEXO

Polícia mira grupo suspeito de tráfico e lavagem de dinheiro e cumpre 23 ordens em Cuiabá

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (9), a Operação Nexo, contra um grupo investigado por envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro em Cuiabá.

Ao todo, são cumpridas 23 ordens judiciais, entre oito mandados de prisão preventiva, sete de busca e apreensão e oito determinações de bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados.

As medidas foram autorizadas pela Justiça após representação da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), responsável pelas investigações.

Segundo a Polícia Civil, a operação busca interromper a atuação do grupo, recolher elementos que possam contribuir com as apurações, rastrear a movimentação financeira e identificar outros possíveis integrantes do esquema.

As investigações indicam que parte dos suspeitos já havia sido alvo de ações policiais anteriores. Mesmo assim, conforme a Polícia Civil, o avanço das apurações apontou indícios de que as atividades criminosas teriam continuado.

Os investigadores também identificaram uma possível divisão de tarefas entre os integrantes. Cada suspeito teria funções específicas em diferentes etapas relacionadas ao comércio ilegal de entorpecentes.

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A Operação Nexo é um desdobramento da Operação Hidra, realizada pela Denarc em fevereiro e maio deste ano.

Na ocasião, a Polícia Civil identificou um grupo suspeito de atuar no tráfico de drogas em Cuiabá, Várzea Grande e Brasília (DF). As informações obtidas durante essas fases serviram de base para o aprofundamento das investigações.

Além da atuação no tráfico, a Polícia Civil passou a investigar o caminho do dinheiro supostamente movimentado pelo grupo.

A análise financeira identificou transações consideradas pelos investigadores como relacionadas às atividades criminosas. Diante dos indícios apresentados, a Justiça determinou o bloqueio de oito contas bancárias.

A medida pretende impedir a movimentação, transferência ou retirada dos recursos enquanto as investigações estiverem em andamento.

Durante o cumprimento dos sete mandados de busca e apreensão, os policiais procuram documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam revelar novos detalhes sobre a atuação dos investigados e auxiliar na identificação de eventuais outros envolvidos.

Os elementos recolhidos na Operação Nexo serão analisados pela Denarc e incorporados ao inquérito. A Polícia Civil dará continuidade às investigações para aprofundar a apuração sobre o funcionamento do grupo e a movimentação dos recursos financeiros.

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POLÍCIA

Secretário de Esportes é detido após comprar iPhone furtado por R$ 200 em MT

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O secretário municipal de Esportes de Nova Olímpia, Uanderson Narciso Martins de França, de 44 anos, foi detido por suspeita de receptação após ser encontrado com um iPhone furtado de uma loja em Tangará da Serra, a 242 quilômetros de Cuiabá. Segundo o boletim de ocorrência, ele afirmou ter comprado o aparelho por R$ 200 nesta terça-feira (8).

O celular havia sido furtado de um estabelecimento comercial por um homem de 45 anos. Após perceber o crime, o proprietário do aparelho, de 42 anos, utilizou o sistema de rastreamento e forneceu à Polícia Militar a localização do telefone, além das características do suspeito.

Conforme o registro policial, o homem entrou na loja e, em determinado momento, pegou o iPhone que estava sobre um balcão, colocou o aparelho no bolso da bermuda e deixou o local.

Com as informações repassadas pela vítima, policiais localizaram o suspeito nas proximidades da Avenida Ismael José do Nascimento. Durante a abordagem, porém, descobriram que o telefone já havia sido vendido.

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O rastreamento apontava que o iPhone estava em outro estabelecimento comercial, localizado na Rua Celso Rosa de Lima, no bairro Jardim Eldorado. Os militares seguiram até o endereço e encontraram Uanderson, que aparece no boletim de ocorrência como proprietário do comércio.

Em relato registrado no boletim, Uanderson afirmou que o homem apareceu no estabelecimento oferecendo o celular e alegando precisar de dinheiro para continuar uma viagem.

O secretário disse ter perguntado ao vendedor se o aparelho realmente pertencia a ele e recebeu uma resposta afirmativa. Inicialmente, o homem teria pedido R$ 250 pelo iPhone, mas Uanderson ofereceu R$ 200. O valor foi aceito e, conforme o registro policial, pago em dinheiro.

Com o homem apontado como autor do furto, os policiais encontraram R$ 192 e uma escova de lavar roupas. Segundo a PM, ele foi algemado durante a condução devido ao receio de fuga.

Tanto o suspeito do furto quanto Uanderson foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Tangará da Serra. Uma advogada acompanhou o secretário durante a confecção do boletim de ocorrência.

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O caso foi registrado pelos crimes de furto e receptação e encaminhado à Polícia Civil para continuidade das investigações.

Segundo informações divulgadas pelo g1, o delegado Ivan Albuquerque informou que não solicitou a prisão preventiva de Uanderson. Com isso, a previsão é que o secretário seja liberado após passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (9).

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