OPERAÇÃO RESGATE VI

Trabalhadores são resgatados de situação análoga à escravidão em fazenda de MT

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Dois trabalhadores foram resgatados de uma propriedade rural em Santa Cruz do Xingu, a 1.092 quilômetros de Cuiabá, após uma fiscalização identificar condições consideradas análogas à escravidão. Os homens viviam em um alojamento precário, instalado ao lado de um curral e, segundo os fiscais, sem condições mínimas de higiene e segurança.

A ação ocorreu entre os dias 5 e 11 de agosto de 2026, durante a Operação Resgate VI, realizada por auditores-fiscais do Trabalho, vinculados ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal.

De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE), a fiscalização encontrou um cenário de grave degradação humana e ambiental. O alojamento utilizado pelos trabalhadores era uma construção de madeira composta por quatro quartos e apenas um banheiro, localizada nas proximidades de um curral.

No interior da estrutura, os fiscais encontraram fezes de roedores, insetos e restos de alimentos espalhados pelo chão e sobre as camas. O ambiente também era afetado pelo forte odor proveniente do curral.

As condições dos dormitórios também foram consideradas inadequadas. Os trabalhadores utilizavam colchões velhos e sujos, enquanto pedaços de espuma serviam como travesseiros. Não havia ventilação adequada, armários nem fornecimento de roupas de cama.

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O único banheiro apresentava problemas de higiene e funcionamento. Conforme a fiscalização, o espaço estava tomado por moscas, não possuía água quente nem descarga em condições adequadas e não recebia limpeza ou itens básicos de higiene.

Outro problema constatado foi a instalação elétrica improvisada. Segundo os auditores, a fiação apresentava risco elevado de choques elétricos e incêndio.

Para a fiscalização, o conjunto das irregularidades ultrapassou situações trabalhistas convencionais e caracterizou a submissão dos funcionários a condições degradantes, uma das hipóteses previstas na legislação brasileira para a configuração de trabalho em condição análoga à escravidão.

Diante dos riscos encontrados, os fiscais determinaram a interdição total do alojamento. O espaço somente poderá voltar a ser utilizado depois de passar por reforma, adequação das instalações elétricas, controle de pragas, higienização e instalação de mobiliário apropriado.

Os dois trabalhadores foram retirados imediatamente da propriedade e encaminhados para um hotel da região. As despesas com hospedagem, alimentação e passagens para o retorno às cidades de origem ficaram sob responsabilidade do empregador.

As vítimas também foram atendidas e encaminhadas à rede de proteção social.

Durante a fiscalização, os contratos de trabalho foram formalizados no eSocial, com determinação de regularização retroativa do FGTS, das contribuições previdenciárias e das verbas rescisórias. Os trabalhadores também terão direito às parcelas do seguro-desemprego especial destinado às pessoas resgatadas de situações de trabalho análogo à escravidão.

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O empregador foi autuado administrativamente pela Auditoria-Fiscal do Trabalho pelas irregularidades constatadas, incluindo auto específico relacionado à submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão.

O artigo 149 do Código Penal estabelece que a caracterização do trabalho análogo à escravidão não depende necessariamente de cárcere, correntes ou impedimento físico de deixar o local.

A legislação prevê diferentes situações que podem configurar o crime, de forma isolada ou conjunta, como trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes e servidão por dívida.

Também podem caracterizar a prática medidas destinadas a restringir a saída do trabalhador, como retenção de documentos ou objetos pessoais, vigilância ostensiva e restrições relacionadas ao transporte.

No caso de Santa Cruz do Xingu, segundo a fiscalização, a caracterização ocorreu pelas condições degradantes às quais os dois trabalhadores estavam submetidos.

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POLÍCIA

Secretário de Esportes é detido após comprar iPhone furtado por R$ 200 em MT

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O secretário municipal de Esportes de Nova Olímpia, Uanderson Narciso Martins de França, de 44 anos, foi detido por suspeita de receptação após ser encontrado com um iPhone furtado de uma loja em Tangará da Serra, a 242 quilômetros de Cuiabá. Segundo o boletim de ocorrência, ele afirmou ter comprado o aparelho por R$ 200 nesta terça-feira (8).

O celular havia sido furtado de um estabelecimento comercial por um homem de 45 anos. Após perceber o crime, o proprietário do aparelho, de 42 anos, utilizou o sistema de rastreamento e forneceu à Polícia Militar a localização do telefone, além das características do suspeito.

Conforme o registro policial, o homem entrou na loja e, em determinado momento, pegou o iPhone que estava sobre um balcão, colocou o aparelho no bolso da bermuda e deixou o local.

Com as informações repassadas pela vítima, policiais localizaram o suspeito nas proximidades da Avenida Ismael José do Nascimento. Durante a abordagem, porém, descobriram que o telefone já havia sido vendido.

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O rastreamento apontava que o iPhone estava em outro estabelecimento comercial, localizado na Rua Celso Rosa de Lima, no bairro Jardim Eldorado. Os militares seguiram até o endereço e encontraram Uanderson, que aparece no boletim de ocorrência como proprietário do comércio.

Em relato registrado no boletim, Uanderson afirmou que o homem apareceu no estabelecimento oferecendo o celular e alegando precisar de dinheiro para continuar uma viagem.

O secretário disse ter perguntado ao vendedor se o aparelho realmente pertencia a ele e recebeu uma resposta afirmativa. Inicialmente, o homem teria pedido R$ 250 pelo iPhone, mas Uanderson ofereceu R$ 200. O valor foi aceito e, conforme o registro policial, pago em dinheiro.

Com o homem apontado como autor do furto, os policiais encontraram R$ 192 e uma escova de lavar roupas. Segundo a PM, ele foi algemado durante a condução devido ao receio de fuga.

Tanto o suspeito do furto quanto Uanderson foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Tangará da Serra. Uma advogada acompanhou o secretário durante a confecção do boletim de ocorrência.

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O caso foi registrado pelos crimes de furto e receptação e encaminhado à Polícia Civil para continuidade das investigações.

Segundo informações divulgadas pelo g1, o delegado Ivan Albuquerque informou que não solicitou a prisão preventiva de Uanderson. Com isso, a previsão é que o secretário seja liberado após passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (9).

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