CODINOMES

“Princesa do Crime” e comparsas são alvos de operação em MT; Facção monitorava rivais e a polícia

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A Polícia Civil deflagrou a Operação Codinomes nas primeiras horas desta segunda-feira (27) para aniquilar uma célula de uma facção criminosa que espalhava o terror na região de Cáceres. A ofensiva cumpre 22 ordens judiciais contra criminosos especializados em tráfico de drogas e execuções brutais. O cerco policial se estende por Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Mirassol D’Oeste e Primavera do Leste, mobilizando um exército de agentes de segurança.

O Núcleo de Justiça 4.0 autorizou as prisões após investigações da Draco e da Delegacia de Fronteira revelarem uma estrutura de guerra montada pela facção. O grupo criminoso mantinha uma hierarquia rígida e gerenciava mais de 30 “bocas de fumo” em Cáceres. Para dificultar o trabalho das autoridades, os investigados trocavam de apelidos constantemente, estratégia que deu nome à operação.

A investigação revelou que o comando do crime partia de dentro das penitenciárias de Mato Grosso. Uma mulher conhecida pela alcunha de “Princesa”, já famosa no submundo do crime e alvo de operações anteriores, atuava como a gerente regional do bando. Mesmo atrás das grades, as lideranças ditavam as regras, ordenando o monitoramento implacável de membros de facções rivais e planejando ataques para garantir o domínio do território.

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Os faccionados em liberdade operavam um sistema de vigilância digital agressivo. Eles enviavam fotos e vídeos em tempo real para os chefes, mapeando cada viatura da polícia e qualquer movimentação suspeita nos bairros. Esse “Big Brother” do crime era utilizado para antecipar ações policiais e garantir que o tráfico de drogas não sofresse interrupções.

A operação mobiliza 142 profissionais em uma ação conjunta sem precedentes. Policiais civis, militares e penais contam com o apoio estratégico do Exército Brasileiro, através do Comando de Fronteira Jauru. Unidades de elite como Bope, Rotam e Força Tática participam das incursões para garantir o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão.

A Operação Codinomes é um braço da Operação Pharus e faz parte do programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso. A ação também está conectada à Renorcrim, uma rede nacional de inteligência que une delegados e promotores de todo o país para sufocar financeiramente e operacionalmente as organizações criminosas que atuam nas fronteiras e nos grandes centros urbanos.

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Megaoperação internacional invade endereços de pedófilos em Cuiabá e Lucas do Rio Verde

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (28), uma nova fase da Operação Cesin para caçar criminosos envolvidos na produção, transmissão e armazenamento de arquivos de exploração sexual infantil. Os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Lucas do Rio Verde, mirando indivíduos que utilizavam o suposto anonimato da internet para cometer crimes cibernéticos abomináveis contra crianças e adolescentes.

A ofensiva em solo mato-grossense faz parte de uma mobilização gigantesca denominada Operação Internacional Aliados pela Infância VI, que ocorre simultaneamente em 16 países. Ao todo, foram expedidos centenas de mandados em nações como Argentina, França, Espanha e Estados Unidos, demonstrando um nível inédito de cooperação global para asfixiar redes transnacionais de pedofilia que operam no submundo digital.

No Brasil, a coordenação ficou a cargo da Polícia Federal por meio da Operação Proteção Integral IV, que mobilizou 738 policiais em todas as unidades da federação. O balanço nacional impressiona: 156 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, resultando em 16 prisões preventivas e diversos flagrantes. Durante as incursões, as forças de segurança conseguiram resgatar várias vítimas que estavam sob o domínio de abusadores, interrompendo ciclos de violência sexual.

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A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) comandou as ações em Mato Grosso, contando com o apoio da Derf de Lucas do Rio Verde. O delegado titular da DRCI, Sued Dias da Silva Junior, enfatizou que o combate a esses crimes é prioridade absoluta e que a polícia trabalha ininterruptamente para identificar quem produz e compartilha esse tipo de conteúdo. Segundo ele, a operação é uma resposta contundente do Estado para garantir que a internet não seja um refúgio para criminosos.

As investigações agora avançam com a análise dos materiais apreendidos, que incluem computadores, celulares e dispositivos de armazenamento. O afastamento do sigilo de dados telemáticos, autorizado pela Justiça, permitirá que os investigadores rastreiem conexões e identifiquem outros membros das redes de exploração. A Polícia Civil reforça que a Operação Cesin é permanente e faz parte do compromisso de Mato Grosso com o “Maio Laranja”, mês dedicado ao combate ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil.

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