CRIME DE ÓDIO

Assassino que usou “isca sexual” para matar empresário tem condenação de 42 anos mantida

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Alex Júnior Cardoso continuará cumprindo a pena de 42 anos, nove meses e sete dias de reclusão em regime fechado pelo assassinato de Clever Luciano Venâncio. A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou, nesta terça-feira (28), o recurso de apelação da defesa e ratificou a sentença imposta pelo Tribunal do Júri de Rio Branco. O crime foi marcado por requintes de crueldade e motivação homofóbica, o que elevou a punição do réu.

O condenado atraiu a vítima para uma emboscada na zona rural de Lambari D’Oeste, em junho de 2024, simulando interesse sexual para levar Clever a um local isolado. Segundo os autos do processo, o réu agiu com dissimulação e utilizou uma arma de fogo de uso restrito para executar a vítima. Após o homicídio, Alex Júnior ainda roubou pertences e dinheiro do homem antes de fugir da cena do crime, configurando também o crime de furto majorado.

O desembargador relator Wesley Sanchez Lacerda enfatizou em seu voto que a conduta do acusado demonstrou um grau acentuado de desprezo pela vida humana e intolerância. O magistrado destacou que o crime foi cometido em um contexto de ódio contra uma característica pessoal da vítima, historicamente marcada pela violência. Além do homicídio qualificado e do furto, a condenação abrange os crimes de tráfico de drogas e participação em organização criminosa armada.

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A decisão do Tribunal de Justiça mantém ainda a aplicação de 824 dias-multa ao réu. Para o Judiciário, a pena é compatível com a gravidade extrema dos fatos e com o planejamento meticuloso realizado pelo assassino para ceifar a vida de Clever Luciano. O relatório técnico reforçou que não houve qualquer ilegalidade na dosimetria da pena aplicada na primeira instância, em dezembro de 2025, garantindo que o criminoso permaneça isolado da sociedade por décadas.

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Judiciário

Justiça livra empresário que destruiu deck do Haru de acusação por tentativa de homicídio

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O empresário José Clovis Pezzin de Almeida, conhecido como Marllon Pezzin, obteve uma vitória judicial importante no processo que apura a confusão e destruição ocorridas no restaurante Haru Oriental, na Praça Popular, em Cuiabá. A Justiça de Mato Grosso decidiu retirar a acusação de tentativa de homicídio com dolo eventual que pesava contra ele, após o episódio em que utilizou seu veículo para destruir a estrutura de madeira do estabelecimento.

A decisão judicial considerou que não houve elementos suficientes para sustentar a tese de que o empresário teve a intenção de matar ou que assumiu o risco de causar a morte de terceiros durante a manobra. Com isso, o processo foi desclassificado para crimes de menor potencial ofensivo em relação à vida, embora ele ainda responda por outros delitos relacionados ao caso.

Desclassificação e crimes remanescentes

O magistrado responsável pelo caso entendeu que a conduta de Pezzin, embora violenta e perigosa, foi direcionada ao patrimônio do restaurante e não especificamente contra as pessoas que estavam no local. Na época do ocorrido, em maio de 2025, o empresário jogou o carro contra o deck após uma briga que envolveu agressões a uma mulher e luta corporal com outros frequentadores.

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Apesar de se livrar da acusação mais grave, Marllon Pezzin continua sendo processado por dano qualificado, omissão de socorro e direção perigosa. A defesa do empresário sempre sustentou a tese de legítima defesa, alegando que ele estava sendo agredido e tentava fugir do local no momento em que atingiu a estrutura do restaurante japonês.

Histórico de polêmicas e prisões

O episódio no Haru é apenas um dos registros na extensa ficha policial do empresário. Meses após a destruição na Praça Popular, Pezzin foi preso preventivamente em Várzea Grande por agressões e ameaças contra sua ex-esposa, em um caso enquadrado na Lei Maria da Penha. Ele também é investigado por outros incidentes de violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas.

A trajetória de Marllon Pezzin é marcada por diversas passagens pela polícia, incluindo indiciamentos anteriores e pedidos de exames de sanidade mental realizados pela defesa dentro do sistema prisional. O caso do Haru ganhou repercussão nacional devido às imagens de câmeras de segurança que mostraram o momento exato em que o deck foi pulverizado pelo impacto do veículo de luxo.

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