VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Suspeito de tentar estuprar mulher morre após confronto com a polícia em Cuiabá

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Um homem de 25 anos, identificado como Douglas Rian Conceição da Silva, morreu na madrugada desta sexta-feira (19) após um confronto com policiais militares no bairro Jardim Leblon, em Cuiabá. Segundo a Polícia Militar, ele era suspeito de tentar estuprar uma mulher momentos antes da ocorrência.

De acordo com o relato policial, a vítima procurou ajuda e informou que havia sido abordada por um homem armado, que segurou seu braço e tentou levá-la à força para uma área de mata. Com as características repassadas pela mulher, equipes da PM iniciaram buscas pela região.

Durante as diligências, os policiais localizaram um suspeito próximo a um muro. Conforme o boletim de ocorrência, ao perceber a aproximação da equipe, Douglas teria reagido e efetuado disparos contra os militares.

Os policiais revidaram e atingiram o suspeito. Em seguida, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas apenas pôde confirmar a morte dele no local.

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil, que assumiu a investigação do caso. A arma que estava com o suspeito, um revólver de cor preta, foi apreendida e encaminhada para análise.

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As circunstâncias da tentativa de estupro denunciada pela vítima e do confronto com a Polícia Militar serão apuradas pela Polícia Civil.

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POLÍCIA

Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

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Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

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Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

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A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

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