Segundo Botelho, a expectativa é votar a matéria até o final do mês de março, “pois são muitos eventos no calendário cultural dos municípios que estão com festividades próximas”
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (União), provocado por um grupo de nove prefeitos liderados pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), definiu em reunião com a participação dos deputados Dilmar Dal Bosco (União), líder de governo na ALMT, Wilson Santos (PSD), e Beto Dois a Um (PSB), que a Casa de Leis vai debater a proposta do Governo de Mato Grosso que limita em R$ 200 mil a destinação de emendas parlamentares para os municípios realizarem eventos culturais.
Os prefeitos afirmam que o valor proposto pelo governo em mensagem governamental é insuficiente para realizar eventos nos municípios. Por conta disso, os prefeitos buscam apoio da ALMT para discutir a mensagem com o governo. Segundo os prefeitos, o teto limite da mensagem governamental é insuficiente para realização de alguns eventos tradicionais que têm o custo bastante elevado.
A expectativa é que seja feita a reconstrução do plano financeiro da proposta governamental. “Nós vamos encontrar uma solução para essa situação, vamos construir juntos com AMM, criando um parâmetro para que todos possam receber recursos suficientes para realizar os seus tradicionais eventos, mas sem nenhum tipo de abuso financeiro, valorizando a nossa cultura e nossos artistas regionais”, adiantou Botelho.
Na ocasião, o presidente da Assembleia Legislativa anunciou que o deputado Beto Dois a Um será o interlocutor do Parlamento junto ao Governo do Estado para a reconstrução do plano financeiro da mensagem governamental. A ideia é dar celeridade no andamento da proposta na Casa de Leis.
De acordo o presidente da ALMT, a ordem é dar celeridade para finalizar o projeto de lei e colocar em discussão com os deputados. Segundo Botelho, a expectativa é votar a matéria até o final do mês de março, “pois são muitos eventos no calendário cultural dos municípios que estão com festividades próximas”.
Beto Dois a Um foi escalado por conta de ter atuado como secretário de Cultura do Estado no governo Mauro Mendes
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
Beto Dois a Um foi escalado por conta de ter atuado como secretário de Cultura do Estado no governo Mauro Mendes. “Eu tenho vivência neste ramo, até pouco tempo atrás era o secretário de Cultura do Estado, sei da importância da movimentação desta cadeia produtiva”, disse o parlamentar.
Outro detalhe, conforme Beto Dois a Um, está no custo diferenciado de um evento para o outro. “A cultura é muito diversa, sendo que o custo para o evento de um dia é um valor, mas um festival de pesca, por exemplo, que pode durar até quatro dias, é outro valor”, destacou Dois a Um.
O presidente da AMM, Neurilan Fraga, enalteceu o posicionamento da ALMT sobre o teto limite dos recursos para realização dos eventos nos municípios. Segundo ele, as tratativas na reunião trouxeram esperança e alívio para os prefeitos mato-grossenses. “A Assembleia está comprometida, pois essa reunião com os deputados trouxe alívio para os prefeitos que saíram respirando melhor, porque está sendo realizada a discussão para encontrar uma lei que tenha equilíbrio”, comentou.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rechaçou, nesta quinta-feira (20), a atuação de políticos que realizam negociatas em Mato Grosso e destacou a importância do fazimento na gestão pública. A declaração foi feita durante debate na Aprosoja.
Ao realizar as considerações finais, Pivetta avaliou que Mato Grosso teve governos irresponsáveis e citou a importância de manter o desenvolvimento do estado.
“Chega de governos irresponsáveis e daqueles políticos tradicionais que sabem fazer negociatas. Venho de uma escola do fazimento e tenho orgulho de ter ajudado a construir MT desde o início. Nós queremos fazer MT cada vez mais forte, que continue no rumo certo. Podemos fazer mais e melhor do que foi feito até aqui. Me sinto capaz, com energia necessária e conhecimento”, disse.
A comparação com o antecessor
Além disso, o governador relatou que pretende realizar uma gestão administrativamente melhor em comparação à do antecessor, o ex-governador Mauro Mendes (União), e defendeu elevar gradualmente o nível administrativo.
O legado em Lucas do Rio VerdePor fim, Pivetta citou que Lucas do Rio Verde, cidade da qual foi prefeito por três mandatos, teve diversas melhorias durante sua gestão e destacou a otimização das gestões seguintes.
“Estou ajudando a governar MT há sete anos e meio. Fizemos muito. O Mauro foi um grande governador, mas pretendo ser melhor que ele. É normal isso. Deixei Lucas do Rio Verde e, depois que saí de lá, os gestores que vieram foram melhores do que eu”, completou.
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