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Assembleia realiza curso para servidores com ministro do TCU e consultor do Senado

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realiza o curso Comissões Parlamentares no Processo Legislativo nesta sexta-feira (4) e sábado (5), voltado para os servidores do Poder Legislativo. O objetivo é promover a capacitação e a atualização da equipe técnica e assim melhorar a eficiência dos projetos apresentados e os trabalhos das comissões permanentes que atuam na Assembleia. Entre os palestrantes estão o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Antônio Anastasia, e  o professor e consultor do Senado, João Cavalcante Trindade.

A iniciativa do curso partiu da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) com o apoio da Mesa Diretora da ALMT. De acordo com o presidente do Poder Legislativo mato-grossense, deputado Eduardo Botelho (União), a qualificação de pessoas é uma prioridade da gestão da Assembleia. “Este curso busca trazer inovações para aprimorar o trabalho dos técnicos que atuam nas comissões, é que o local onde acontecem os debates, onde projetos são analisados e sofrem as transformações para que possam melhor atender a população”.

O presidente da CCJR, deputado Júlio Campo (União), explicou que a melhoria da qualidade técnica acontece por meio de capacitação. “Essa palestra com o ministro Antônio Anastasia, que trata dos desafios do Processo Legislativo, busca preparar o Poder Legislativo estadual para acompanhar mais de perto o momento brasileiro. Além da palestra do professor João Trindade, que abordará o trabalho das comissões. Cada vez que treinando os servidores, valorizamos todo o trabalho do Poder Legislativo. É com qualificação que vamos oferecer um trabalho mais eficiente para a população”.

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O ministro do TCU e ex-governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, falou sobre a importância da qualificação de pessoas no meio público sobre o processo legislativo e o papel das comissões parlamentares. “O Poder Legislativo representa, em sua essência, a vontade popular, e as comissões são responsáveis por fazer a instrução do processo, ou seja, ouvir a sociedade civil sobre os projetos em tramitação e, para tudo isso, há uma ciência, há uma doutrina”, afirmou o ministro.

O professor João Cavalcante Trindade afirmou que o curso vai tratar toda temática relativa às comissões dentro do Poder Legislativo justamente para viabilizar o controle de constitucionalidade dos trabalhos. “O equilíbrio entre o caráter político com o papel técnico é fundamental, pois é o trabalho técnico que subsidia a tomada de decisão política, é como preparar o terreno para que ocorra a atuação política”.

De acordo com a consultora da CCJR, Waleska Cardoso, os servidores de todos os núcleos que abrigam as comissões permanentes, assim como servidores de setores que atuam diretamente como processo legislativo e que atuam nos gabinetes participam do curso. “Esperamos com essa capacitação melhorar a qualidade dos projetos apresentados e votados na Assembleia, com um maior controle de legalidade e constitucionalidade, assim como fortalecer o papel das comissões”.

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Participaram da cerimônia de abertura do curso, além dos deputados Eduardo Botelho e Júlio Campos, os senadores Jayme Campos e Mauro Carvalho, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Carlos Novelli, e o corregedor do TCE, conselheiro Guilherme Maluf.

Fonte: ALMT – MT

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Eleições 2026

Max mira votação recorde e diz que próximo mandato será o último na ALMT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), já projeta os próximos passos da carreira política e afirma que pretende encerrar seu ciclo no Legislativo estadual após mais um mandato. De olho em uma futura disputa majoritária, o parlamentar estabeleceu como meta superar os mais de 70 mil votos conquistados em 2022 e chegar, pelo menos, aos 71 mil nas eleições deste ano.

Para Russi, manter a trajetória de crescimento nas urnas será importante não apenas para a reeleição, mas também como demonstração de força política para os projetos que pretende construir nos próximos anos.

O deputado relembrou que sua votação aumentou ao longo da carreira, desde a primeira eleição para vereador até chegar à presidência da Assembleia Legislativa.

“Eu comecei como vereador com 600, como prefeito com 7 [mil], na segunda eleição fiz 10 [mil], cheguei à Assembleia com 20 [mil], na outra eleição fiz 35 [mil] e na última fiz 70 mil votos. Se Deus continuar me abençoando, a população de Mato Grosso entender que nós fizemos uma boa entrega, eu espero fazer pelo menos 71 mil votos”, afirmou.

Na avaliação do presidente da ALMT, ampliar a votação significaria o reconhecimento do eleitor ao trabalho realizado. Em sentido contrário, uma redução nas urnas poderia representar um resultado negativo para seus planos e para o grupo político do qual faz parte.

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“Porque eu estou indo para frente, estou aumentando os votos, sinal que eu fiz uma boa entrega. Se eu diminuir, eu acho que vai ser negativo para o nosso grupo político, para as nossas pretensões políticas”, declarou.

Último mandato e preparação para uma majoritária

Max também voltou a afirmar que, caso seja reeleito, pretende fazer dos próximos quatro anos seu último mandato como deputado estadual. O período, segundo ele, será utilizado para ampliar sua presença no interior, trabalhar pautas relacionadas ao desenvolvimento do estado e se preparar para uma futura candidatura majoritária.

Embora não tenha cravado qual cargo pretende disputar, a declaração aumenta as expectativas em torno de uma eventual candidatura ao Governo de Mato Grosso em 2030.

“Tenho falado que vai ser meu último mandato como deputado estadual. Acho que eu vou encerrar um ciclo agora, nesses próximos quatro anos. Quero entregar muito, quero fazer muito, quero andar muito por esse Estado, quero trabalhar em pautas de desenvolvimento de Mato Grosso, visitando todas as regiões e me preparar para uma candidatura majoritária”, disse.

Max prevê renovação na Assembleia

Além de falar sobre o próprio futuro, o presidente da ALMT fez projeções para a composição da próxima legislatura. Segundo Russi, a Assembleia poderá passar por uma renovação significativa, com a entrada de quatro a dez novos deputados estaduais.

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Ele ponderou, entretanto, que pesquisas e análises eleitorais não substituem o resultado das urnas.

“Comprovado é o voto no dia da eleição. Mas tem uma tendência, analisando várias pesquisas, estudando a experiência que a gente tem de mandatos de eleições anteriores, eu acho que nós teremos no mínimo de quatro a cinco renovações e no máximo uns 10 novos deputados assumindo cargos dentro da Assembleia”, afirmou.

Podemos mira seis cadeiras

Presidente estadual do Podemos, Max também demonstrou confiança no desempenho da legenda na disputa proporcional. A meta estabelecida pelo partido é conquistar seis cadeiras na Assembleia Legislativa.

Apesar do otimismo, Russi reconheceu que atingir esse número não será uma tarefa simples e dependerá de pelo menos uma candidatura alcançar votação bem acima da média esperada.

“Eu tenho convicção que nós vamos eleger seis deputados estaduais. Não acho fácil, acho difícil, precisaria alguém estourar de voto, ter uma votação acima da perspectiva, acima do esperado”, concluiu.

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